     Harry Potter e O Fogo Sagrado - Continuao desta Fan Fiction





 PRLOGO:
Na fanfiction que precede essa (Harry Potter e o Toque de Prometeu), que deve ser lida
obrigatoriamente depois do terceiro livro da srie, e opcionalmente depois do quarto, Harry
Potter tem quinze anos e est no quinto ano em Hogwarts, quando aparece uma nova
personagem, sua madrinha Sheeba Amapoulos (no faa essa cara de bobo, ok? Esse  um
personagem que eu criei), bem, resumindo bastante, ela pode prever o futuro, e  noiva de 
Sirius Black (noiva??? , sim senhor, qual o problema disso?). S que ela descobre que 
algum ps um feitio para que ningum possa prever o futuro de Harry, o que deixa todos 
bem preocupados... isso parece ter sido obra de Wormtail (o Rabicho, para quem no ligou 
o nome  pessoa) e mais algum, que no vou contar aqui para o caso de voc no ter lido 
ainda. Ela vai investigar em Hogwarts, descobre que tem mais coisa nesta histria e ainda 
tem que se preocupar em limpar o nome de Sirius (desculpe, J.K. Rowling, eu gosto demais 
do personagem e acho a maior sacanagem voc deix-lo renegado at o ltimo livro...). No 
meio da histria, Sheeba ainda tira um belo sarro da cara de Draco Malfoy e descobre que 
Hermione  uma garota muito especial... Eu mencionei que finalmente Harry desencalha? 
Oh, j contei muito, se voc no leu, leia, e no me aparea aqui antes disso... Se j 
leu...Benvindo  minha segunda  fanfiction com Harry Potter:


HARRY POTTER E O FOGO SAGRADO
Fanfiction por Aline Carneiro


CAPTULO 1 - O RESFRIADO DE SEBURRLHO

        Se perguntassem a Harry quando tudo comeou ele responderia: No dia que Draco 
e Rony ficaram resfriados. Talvez na verdade tivesse at comeado antes, mas realmente 
foi nesse dia que as coisas comearam a mudar para ele...
        Harry estava na aula de trato das criaturas mgicas, junto com os alunos da 
Sonserina, e Hagrid tentava explicar a eles como se tratava de um seburrlho doente. 
Aquela era sem dvida mais uma criatura esquisita do hall de monstros favoritos de Rbeo 
Hagrid,  tinha um corpo longo como o de uma cobra, mas com patinhas laterais com 
membranas, como patas de r, era totalmente coberto de plo azul-esverdeado e tinha uma 
cara que lembrava a de uma lontra, no fosse um bico de pato, rosado, longo e  com dois 
tufos de plos pretos arrepiados que saam das narinas. Normalmente, bruxos os usavam 
para farejar coisas debaixo dgua, pois eles eram criaturas que conseguiam viver e respirar 
na gua e no ar, mas aquele estava muito resfriado e, se era esquisito saudvel, naquele 
momento tinha uma aparncia realmente pssima. 
        Harry sentia pena do bichinho esquisito, que dava suspiros profundos e de vez em 
quando deixava escapar um espirro fortssimo, os olhos injetados e as narinas entupidas por 
um muco cor de rosa que poderia ser definido como nojentssimo.... Todos usavam 
mscaras cirrgicas, luvas e  toucas, alm de uma roupa especial, porque se pegassem um 
resfriado de seburrlho passariam pelo menos um ms na ala hospitalar espirrando. 
        - Agora, se notarem, vero que ele no est com veias vermelhas pelo bico - disse 
Hagrid vivamente - o que  um bom sinal, mostra que a pior fase j passou, mas no se 
enganem porque esta  a poca em que eles comeam a soltar o vrus, portanto exigem 
cuidado redobrado. Agora, se eu tiver um voluntrio para dar o remdio para ele - Hagrid 
levantou os olhos esperanosos, como sempre fazia ao pedir um voluntrio, graas ao fato 
de que pouqussimos eram os que se animavam a chegar perto dos bichos esquisitos. Harry 
e Rony olharam Hermione, segundo o revezamento que faziam nas aulas de Hagrid, hoje 
era a vez dela de ser a voluntria. 
Hermione ergueu o brao e Hagrid a conduziu  bancada onde o seburrlho estava 
deitado. Hagrid deu  ela uma mamadeira que devia ter uns trs litros de uma seiva viscosa, 
o que era muito estranho porque o seburrlho era pouco maior que um gato, e ela inclinou o 
grande frasco adaptando o bico de borracha ao bico de pato do bicho, de costas para os 
outros alunos. Harry notou que o lao que prendia a mscara ao rosto de Hermione estava 
afrouxando rapidamente sozinho, o que era muito estranho. Olhou para o lado e viu Draco 
Malfoy com a varinha na mo fazendo um feitio para soltar o lao, enquanto Crabble e 
Goyle riam. Cutucou Rony que tirou sua varinha da veste e apontou para ele, arrancando-
lhe com um feitio a mscara  de uma vez. Draco surpreso fez o mesmo com ele, 
exatamente na hora em que o seburrlho deu um espirro fortssimo , enchendo o ar de uma 
fumaa rosada. Em menos de um minuto, Rony e Draco estavam espirrando mais que o 
seburrlho.

        Deitado na ala hospitalar, Rony, ladeado por Hermione e Harry, que vestiam 
mscaras para no pegar o resfriado, reclamava de no ter sido rpido o suficiente para 
recolocar a mscara. Rony e Draco estavam com uma aparncia pssima: seus narizes 
estavam avermelhados, com veias vermelhas aparecendo ao longo deles, tinham que usar 
muito o leno, porque um muco rosado insistia em escorrer dos seus narizes. Fora isso, 
ainda tinham que se aturar mutuamente, porque estavam lado a lado na ala hospitalar... na 
outra cama, Draco Malfoy recebia a visita do professor Snape, para quem se queixava 
(pombas, pensou Harry, o pai do Draco  um Death Eater e o Snape tenta ser um cara do 
bem. Como pode gostar tanto desta lombriga??). 
        - Satisfeito, Weasley? - disse Snape ao passar por ele - Por sua causa minha casa vai 
ficar sem apanhador para o primeiro jogo de Quadribol.
        - Ze  por izo, o zenhor debia be agradezer, zem dbida esda esgola do dem 
abanhador bior gue ele! - Era realmente difcil entender tudo que ele dizia.
        - Menos dez pontos para Grifinria... E prepare-se para minha primeira aula 
particular, no  porque est em isolamento que o senhor vai ter tratamento especial. 
        - E benzar gue isso dambm esdragou binhas janzes cobo goleiro - gemeu Rony, 
afundando nos travesseiros.


CAPTULO 2 - MUDANAS NOS TIMES DE QUADRIBOL        

As duas primeiras partidas de Quadribol seriam: Corvinal X Grifinria e Sonserina 
X Lufa-lufa, e a casa de Sonserina ainda no tinha um apanhador... Na Lufa-lufa, o 
otimismo era grande, pois mesmo que no tivessem mais Cedric Diggori, tinham um time 
que jogava junto h quase quatro anos, e o novo apanhador, Harry pudera constatar, era 
muito bom, seu nome era Julius St Johnson e ele era um simptico jamaicano da idade de 
Harry, muito popular na Lufa-lufa.
        Entre as coisas que Severo Snape no devia ter sabido fazer na poca de estudante, 
estava treinar Quadribol. Embora os jogadores da Sonserina fossem todos grandes e muito 
fortes, o que dava uma grande vantagem com a goles, no tinham muita ttica, e sua 
estratgia consistia em empurrar os adversrios e atrapalh-los o mximo possvel, e s 
vezes isso dava certo, mas nunca mais contra o time da Grifinria, depois que Harry 
entrara.
        Na Grifinria, o problema ainda era o goleiro... depois que Olivio Wood se formara, 
ningum conseguira ser efetivado na funo... Fred agora era o capito da equipe, e 
promovera Jorge a seu assistente, mas na verdade os dois dividiam o cargo... no lugar dos 
complicados esquemas e tticas de Olvio Wood, sua estratgia era a seguinte: no 
atrapalhe o Harry. A verdade era que eles realmente confiavam demais no talento de Harry 
como apanhador, e claro, na habilidade dos trs artilheiros da equipe... mas faltava um 
goleiro.
        O problema se resolveu de forma inesperada. Harry estava numa das aulas de 
poes com os alunos da Sonserina, dividindo a bancada com ningum menos que Vincent 
Crabble (Rony, porque voc foi ficar doente? -  Harry pensava) e estavam fazendo uma 
poo de flutuao para objetos inanimados, Harry vigiava Crabble para que ele no 
colocasse nada estranho em sua poo. Snape explicava a todos que a poo no poderia 
em hiptese alguma ter mais nem menos cogumelo arroxeado, que era o ingrediente que 
dava estabilidade  frmula.
        - Mais que a dose certa - ele disse - e em vez de flutuar suavemente o objeto voar 
descontrolado. Menos que isso, e a densidade do objeto vai aumentar em vez de diminuir, e 
por conseqncia seu peso aumentar e ele no sair do cho. Agora, quem quiser 
experimentar sua poo, pode pegar aqui em cima da mesa uma destas bolas (haviam bolas 
de madeira sobre a mesa do tamanho de bolas de futebol) e banh-las na poo. 
        A poo de Harry j estava pronta. Bem na hora em que ele levantou-se para pegar 
uma bola e experimentar sua poo, Crabble, que tinha deixado cair no caldeiro todo 
cogumelo arroxeado que tinha recebido , trocou-o com o de Harry. Snape no viu pois foi 
exatamente nesta hora que madame Sprout apareceu na porta da sala querendo falar com 
ele. Harry voltou para seu lugar e sem olhar para o caldeiro, mergulhou a bola de madeira 
nele. A bola comeou a emergir lentamente da poo e... disparou verticalmente em direo 
ao teto, batendo num dos candeeiros e deslocando-se diagonalmente para a esquerda, onde 
bateu num armrio e voltou a toda velocidade  na direo do quadro negro. A turma entrou 
em pnico, Crabble comeou a rir e Harry percebeu que ele trocara o caldeiro de 
propsito. Na porta da sala, de costas, Snape no percebia a confuso que a bola de madeira 
descontrolada aprontava na sala.
        Neville Longbotton seguia a bola com os olhos, ele estava sentado bem perto da 
porta ao lado de Hermione, ouvia o professor Snape falando com madame Sprout e pensava 
num jeito de parar a bola antes que Snape visse, porque a perseguio do professor contra 
ele era tamanha, que sabia que provavelmente, mesmo que ele no tivesse nada a ver com 
aquilo, iria sobrar para ele. Nesse  instante a bola bateu no fundo da sala e veio com a 
velocidade de um balao na direo de Snape, que acabava de virar e viu o projtil louco 
vindo em sua direo. Neville simplesmente pulou na sua frente e... agarrou  a bola de 
madeira com toda a fora, mantendo-a firmemente segura contra o corpo.
        - Longbotton!! O que voc aprontou desta vez??
        - No foi ele! - disse um aluno da Sonserina - Quem soltou esta bola foi o Potter.
        Snape virou-se para Harry que pensou Por favor, Snape, lembre-se do que 
prometeu a Sheeba! e disse:
        - Vincent Crabble trocou meu caldeiro sem que eu percebesse e eu mergulhei a 
bola na poo dele. Pode ver, professor - Harry viu que ele hesitou por um momento antes 
de dizer:
        - Vou ser justo... Vamos repetir a experincia... se sua poo no estiver correta, 
Potter, voc vai cumprir uma deteno e eu vou tirar dez pontos de Grifinria, certo? - 
Rapidamente Snape pegou duas bolas de madeira, passando embaixo da bancada de 
Simmas Finningan, cujo caldeiro a bola maluca derrubara, fazendo-a levitar. Viu os nomes 
gravados nos caldeires Potter e Crabble e entregou a cada um uma bola dizendo - 
Vamos l, rapazes.
        Harry mergulhou sua bola na poo tranqilamente,  e deu um suspiro de alvio 
quando ela subiu devagar e ficou flutuando bem na altura dos olhos de Snape. Crabble 
ficou tremendo com sua bola na mo e disse, bem baixo que sem querer deixara cair 
mesmo muito cogumelo na poo e no viu quando Harry sem querer pegou seu caldeiro. 
Ficou por isso mesmo, Crabble no foi punido, como sempre acontecia com os alunos da 
Sonserina. Mas Harry no se preocupava mais com isso, ele estava apenas pensando na 
forma como Neville agarrara a bola maluca, que continuava presa debaixo do seu brao.
        No intervalo chamou Fred e Jorge:
        - Longbotton??? Mas ele  o cara mais atrapalhado que eu j vi na vida... Harry, 
voc j o viu em cima de uma vassoura? Ele MORRE de medo de voar... - Fred o olhava 
com a cara mais incrdula do mundo
        - Porque vocs no do uma chance a ele? Eu tenho um jeito de convenc-lo.
        - ? E qual ?
        - Eu fao ele treinar usando a veste mgica que minha madrinha me deu. Se ele 
perder o medo de cair, ele vai perder o medo de voar.
        - Ento, a responsabilidade  sua... se a gente tomar uma surra da Corvinal por sua 
causa, vais se ver com a gente...
        - E voc sabe como ns somos horrveis...
        - E cruis...
        - E vingativos quando se trata de uma das nicas coisas do mundo que realmente 
importam...
        - QUADRIBOL - disseram os dois ao mesmo tempo.
        O mais difcil foi convencer Neville a comear a treinar. Harry explicou que embora 
ele no acreditasse, podia ser um excelente goleiro, era s perder o medo. Mas Neville no 
queria mesmo colaborar... ele era o campeo de visitas  ala hospitalar e esse ano no 
estava nem um pouco a fim de bater o seu record.
        - Escute - disse Harry - e se voc soubesse que pode cair sem se machucar?
        - Ningum cai sem se machucar, Harry.
        - Eu vou te mostrar uma coisa...
        Harry levou-o ao campo de Quadribol e subiu na vassoura. Neville no sabia, mas 
ele estava vestindo a roupa que sua madrinha lhe dera de presente, invisvel por cima das 
vestes de Quadribol. Deu impulso e subiu velozmente com a vassoura. parou no ar a cerca 
de 20 metros do cho, deu um aceno amigvel para Neville e... se jogou l de cima de 
cabea. Neville deu um grito apavorado, Harry caiu e quando estava quase chegando ao 
cho, deu uma balanada no ar, subiu, desceu, deu uma cambalhota e caiu no cho de p, 
diante de um boquiaberto Neville.
        - Accio!- Harry tirou a varinha e a Firebolt, que ficara flutuando l em cima veio 
pousar na sua mo. - Neville, estou usando uma veste mgica que minha madrinha me deu. 
Eu despenquei de um abismo de dois mil metros com ela e nada me aconteceu... Eu vou 
emprest-la para voc treinar Quadribol, o que voc acha? Quando ganhar confiana, voc 
pra de usar.
        - E se eu cair no me machuco?
        - Nem um pouquinho, palavra.
        Comearam a treinar no sbado. Para surpresa de Fred e Jorge, Neville era 
realmente um goleiro muito bom, alm do que, crescera muito no ano anterior... o garoto 
cheinho que entrara em Hogwarts era agora um adolescente de quase 1,75m, de braos 
longos. Parecia que sabia sempre exatamente como a bola ia atingir o gol, tinha uma 
pegada muito boa. E sem medo de cair da vassoura, voava  muito melhor que antes.
        - Potter, temos que te agradecer... - disse Fred
        - E  sua madrinha tambm... - completou Jorge
        - Eu adoraria dar uns beijos de agradecimento nela...
        - E eu...
        - Deixa o Sirius saber disso... - Harry disse isso na hora que Neville perdia o 
equilbrio e caa da vassoura, direto no cho. Agora no gritava mais, at ria quando 
balanava um segundo antes de atingir o cho suavemente.
        Do outro lado do campo, o time da Sonserina tinha graves problemas, na prova que 
Snape estabelecera para achar um novo apanhador. Snape lanava um pomo de ouro 
automtico, que voltava s suas mos depois de alguns minutos e cronometrava o tempo 
que os candidatos levavam para ach-lo. At agora o pomo retornara  sua mo mais de 
doze vezes sem que nenhum aluno conseguisse apanh-lo. Do outro lado do campo, Fred e 
Jorge davam gargalhadas com a cara aparvalhada de alguns candidatos quando Snape 
gritava:
        - Voc est fora!!!! 
        Ento, quando estava quase anoitecendo, uma figura muito estranha veio andando 
de dentro da escola para o campo de Quadribol. Era uma garota, que Harry achou ser do 
primeiro ano, pois no se lembrava muito bem dela e tambm porque era mais baixa e mais 
magra que qualquer garota da Sonserina. Usava uma veste que parecia muito maior que ela, 
com as mangas dobradas por onde saam dois pulsos finos e mozinhas pequenas, seu 
cabelo estava preso atrs da cabea num rabo-de-cavalo meio frouxo, com fios soltando-se 
por todos os lados. Tinha um rosto mido e olhos castanhos firmes e brilhantes. Na mo 
direita trazia a vassoura mais descabelada e esquisita que Harry j vira na sua vida.         
        - Quem  aquele elfo domstico? - Perguntou Jorge. Harry e os outros riram, menos 
Neville.
        A menina disse qualquer coisa para Snape, que aparentemente negou que ela fizesse 
o teste. Ento ela disse outra coisa, Snape parou, olhou-a e soltou o pomo. O resto foi muito 
rpido. A menina jogou sua vassoura descabelada que caiu na sua frente, pulou nela e saiu a 
toda, exatamente na direo que o pomo tinha ido. Voltou com ele em menos de 30 
segundos, entregando para Snape, a quem disse mais alguma coisa. Ele soltou novamente o 
pomo e a bolinha veio na toda na direo onde Harry e os outros estavam. A menina ainda 
deu uma vantagem ao pomo, ento voou na direo deles e pegou o pomo bem na frente de 
Harry, virando no ar. Ainda olhou para Neville e disse:
        - Oi Neville!
        - Oi! - respondeu Neville sem graa.
        - Quem  ela? Perguntaram Harry, Fred e Jorge quase ao mesmo tempo.
        - Willhemina Fischer.  do quarto ano - respondeu Neville
        Parece que a Sonserina tinha uma nova apanhadora.


CAPTULO 3 - WILLY 

        No era s Harry que no conhecia Willhemina Fischer. A escola inteira no 
conhecia, tirando os professores, porque na maior parte do tempo, Willy, como a 
chamavam, era uma aluna quase to boa quanto Hermione. O problema no era ela. O 
problema eram os outros... Willy simplesmente no tinha amigos e era totalmente 
desajustada. Alm da sua aparncia desconjuntada, Willy vivia tropeando nas prprias 
vestes pelos corredores, no fazia a mnima questo de andar em panelinhas e era 
extremamente questionadora.
        A Professora Minerva sabia bem disso: numa aula de transfigurao, em que 
deveriam transformar uma pedra num canrio, ela simplesmente se recusou a faz-lo.        
        - Posso saber por qu, senhorita Fischer?
        - Porque canrios so muito sem graa... ainda se fosse um melro - apontou para a 
pedra e transformou-a num melro - ou um periquito australiano, ou um cuco ou at mesmo 
um corvo - e para cada pssaro que citou, transfigurou a pedra nele, para espanto da 
professora - eu no diria nada, mas canrios so muito sem graa.- Disse, encarando 
Minerva com um olhar desafiador.
        - Transforme ento no pssaro que quiser - disse a professora atnita.
        A menina transformou a pedra num pssaro que era um cruzamento perfeito entre 
um melro, um periquito e um cuco, porque esse era o seu temperamento. Alm de tudo, 
Willy tinha uma risada definida por todos como MUITO CHATA!!!! que fazia questo de 
dar nas horas mais inapropriadas: kakaakakkakakka!.  Em pouco tempo, os esnobes 
alunos da Sonserina a isolaram, e ela no pareceu se preocupar com isso. Quem olhasse 
diria at que ela gostou.
        O primeiro a conhecer Willy depois de Neville Longbotton, foi Rony Weasley. Ele 
estava em sua cama na ala hospitalar jogando xadrez de bruxo com Draco Malfoy (, ter 
que ficar com quem a gente no gosta d nisso) e estava perdendo pela dcima vez seguida, 
muito aborrecido:
        - Zua vez, (snif - snif) Balfoy - ele disse
        - Um zegundo, Weas...a...a...aatch! - Ah... Bem, Xeque Bate, ganhei de nobo - 
fungou Malfoy, espirrando de novo .
        - Izo do  bozvel...
        Foi quando ele viu a figurinha esquisita se aproximando, mascarada e arrastando sua 
vassoura descabelada logo atrs de si. Usava o uniforme de treino de quadribol da 
Sonserina.
        - Oi Malfoy, eu queria falar contigo.- ela comeou
        - Que que voz quer, zua cara de rato? Ze quer minha vazoura emprestaaaa... snif , 
atchin... Ze quer binha vazoura bara jogar quadribol bode aaaatch, desisdir. Eu do vou 
deijar que voceeaaaatc...
        - Mas no foi isso que eu vim te...
        - Cala boca, zua beio quilo, eu esdou dizendo...
        - Olha aqui,  Malfoy, o que eu IA te dizer era que eu SENTIA muito por voc estar 
doente e que assim que voc melhorasse eu ia sair do time, mesmo porque eu detesto essas 
coisas de esporte e de ser popular, que voc quer tanto e no consegue, porque no passa de 
uma gelia com braos, mas j que voc faz tanta questo, eu te PROMETO que quando 
voc sair daqui no vai conseguir seu lugar de volta no time. NEM QUE D UMA 
FIREBOLT PARA CADA UM!!!! Porque eu com minha vassoura sou muito melhor que 
voc, t? 
        -  Quem  eza, Balfoy? - perguntou Rony, positivamente impressionado.
        - Quem  eza...D! - respondeu a menina - Eu sou o papai noel vestido de 
coelhinho da pscoa, seu retardado. - Rony olhou a garota, incrdulo - Meu nome  Willy, 
Weasley, e se voc no me conhece  porque perde tempo demais andando atrs do Potter e 
da sua amiguinha genial, e se voc fosse um pouquinho mais esperto no jogaria xadrez 
com Draco Malfoy usando o tabuleiro dele porque TODO MUNDO  sabe que ningum 
ganha dele com esse tabuleiro ladro, s os dois dementes que andam com ele continuam 
jogando para puxar seu saco... kakaka eu no acredito que voz caiu neza - e saiu.
        - Eza garota  maluca... - disse Draco, indignado por ter perdido a oportunidade de 
continuar ganhando de Rony.
        - Do fale cobigo, zeu cretino. - apesar de ter sido muito maltratado por Willy, Rony 
no deixou de gostar dela.
        Parecia que agora, todo mundo conhecia Willy, mas ela no fazia questo de 
conhecer ningum. Realmente, vendo-a treinar, Harry, pela primeira vez desde que a 
Sonserina trocara suas vassouras por Nimbus 2001, h trs anos, sentiu-se autenticamente 
preocupado com o dia que tivesse que enfrentar Willy como apanhadora.
        - Voc est preocupado com o elfo domstico, Harry? - perguntou Fred
        - Voc no notou, mas ela  muito boa, mesmo com aquela vassoura esquisita que 
est usando.
        - Ela  s uma garota, Harry, vamos nos preocupar primeiro com o time da 
Corvinal.


CAPTULO 4 - E ONDE ESTAVAM SIRIUS E SHEEBA?

        Sheeba descansava tranqilamente deitada numa esteira de palha, flutuando a trs 
metros do cho. Acima dela um guarda sol de mais de dois metros de largura impedia que o 
mnimo raio de sol a atingisse.  Se tinha uma coisa que ela realmente no gostava era de 
bronzear a pele, estava de mai negro e lia a ltima edio da revista Bruxa Semanal. Ela 
e Sirius haviam levado sua casa havia trs semanas para aquela praia, muito, muito, muito 
longe de Hogwarts e principalmente de Londres. Era uma pequena e deserta ilha, ideal para 
uma lua de mel, mas que depois de algum tempo, ela estava achando muito chata. 
        Sirius por sua vez estava se divertindo horrores! Descobrira o surf !!! Porm, como 
quase todo bruxo que se preza, no queria fazer as coisas do modo normal, encantara uma 
prancha com um feitio especial e alm de surfar na gua, de vez em quando ele levantava 
vo e ele passava bem por cima de onde Sheeba estava, acenava para ela, que acenava de 
volta entediada. Mulheres, - ele pensava,- quinze anos planejando uma lua de mel numa 
praia deserta, e fica com essa cara o dia inteiro. Na verdade, Sirius estava fazendo a coisa 
certa para esquecer os ltimos quatorze horrveis anos que vivera, em que os momentos 
bons tinham sido muito poucos, mas no sabia que Sheeba estava muito preocupada 
porque, como sempre, sabia quando algo ruim ia acontecer.
        E afinal de contas, ali era o paraso... havia de tudo para deix-la feliz, uma natureza 
exuberante, era um lugar maravilhoso, fora ali que se escondera com Bicuo quando 
escapara de Hogwarts, no havia homem nenhum, bruxo ou trouxa, por quilmetros em 
volta da costa da ilhota. Ele se preocupara com isso: conjurara um feitio antitrouxa para 
fazer com que os barulhentos avies e os chatos navios passassem bem longe da ilha... era a 
sua ilha... agora, tinha at um cavalo que ele no sabia de onde tinha vindo, mas que era 
muito benvindo: ele adorava lev-la para passear no fim da tarde sentada atravessada na 
frente do cavalo, a cabea apoiada em seu peito.
        A nica coisa que realmente chateava Sirius eram as tais corujas. O dia inteiro 
chegavam corujas para Sheeba, que abria as cartas numa ansiedade que realmente o deixava 
doente de cimes. Principalmente se a coruja era caolha e amarelada, porque a ele sabia 
que era uma carta do tal Sobrenatural de Almeida, um brasileiro que ele no conhecia, no 
sabia quem era, nunca vira, mas decididamente detestava. As amigas dela tambm 
mandavam muitas cartas que ela (que absurdo! - ele pensava) no deixava ele ler de jeito 
nenhum: ele conhecia muito bem a coruja cor de cereja de Silvia Spring (essa uma vez veio 
com uma carta para ele mandada por Lupin, o que era muito estranho...), a vermelha de 
Beth Fall e a cinzenta com  olhos prateados de Liza LionHeart. E havia Edwiges, que trazia 
notcias de Harry, a nica coruja que ele gostava de ver aparecer no horizonte.
        E foi Edwiges mesmo que ele viu sobrevoar elegantemente a praia aquela manh, 
para depois pousar suavemente ao lado de Sheeba e bicar-lhe delicadamente a mo direita, 
com carinho. Sirius apontou sua prancha para a praia e levantou vo dando a volta atrs da 
esteira e parando em p na prancha, bem ao lado de Sheeba, que comeou a ler em voz alta:

        Oi Sirius! Oi Sheeba!
        Aqui est tudo bem, tirando o fato meio chato de que Rony pegou um resfriado de 
seburrlho e vai ficar at o fim do ms na ala hospitalar. A coisa boa disso tudo foi que o 
Malfoy pegou o mesmo resfriado que ele e tambm est l, com o nariz vermelho. Bem 
feito
        - Ele tem que redirecionar esse dio para coisas produtivas, Sirius...
        - Se ele redirecionar o dio para o nariz do filho de Lcio Malfoy, est tudo bem... - 
Sheeba olhou-o de cara feia e continuou:
         Hermione est louca para saber quando ela e Sheeba vo comear as aulas, e 
no v a hora de vocs voltarem.
        - No faa essa cara, Sirius, no podemos ficar em lua de mel o resto da vida.
        Como o cretino do Malfoy est doente, Sonserina tem uma nova apanhadora, por 
sinal muito boa. Ela me preocupa, Sirius, tenho medo de perder para ela e virar piada na 
escola
        - Se acontecer isso, realmente eu vou ficar chateado com ele... Tiago nunca perdeu 
para uma mulher!
        - Porque vocs levam isso to a srio, hein?  s quadribol!
        Tenho me correspondido com Bianca Fall... ela  legal.
        Aqui Sirius e Sheeba deram-se um olhar satisfeito e concordaram com a cabea.
        Mas aconteceu uma coisa meio estranha...
        - Oh, oh - disse Sirius, - A ltima vez que ele me escreveu isso numa carta no 
gostei do que veio depois...
        Ontem estvamos tendo uma aula terica com o professor Snape e ele estava 
falando das poes que no podem mais ser feitas porque precisam ser cozidas em fogo 
sagrado, e no existe mais fogo sagrado... bem, o fato  que quando eu ca na fenda das 
grgulas, aquele grgula, o Grard, lembra dele, Sirius? 
        - Como se grgulas fossem a coisa mais esquecvel do mundo...
        Bem, ele tinha uma tocha de fogo sagrado. Isso  ruim ou bom?
        Sirius e Sheeba olharam-se atnitos. Sirius disse:
        - Grgula, fogo sagrado... fogo sagrado, grgula... ISSO NO  RUIM,  
PSSIMO!!!
        - Vamos voltar agora - Sheeba disse - Mas antes deixa eu terminar a carta:
        Eu fiquei sem graa de falar disso com o professor Snape (ainda acho que ele no 
gosta de mim...) e depois acabei esquecendo. Vocs acham que eu devo falar com 
Dumbledore?
        Espero que esteja tudo bem com vocs e com o Bicuo, mandem lembranas para a 
motocachorro e pro Smiley.
        Um abrao
        Harry.        
- Muito bem - Sirius agora parecia o velho Sirius ansioso da poca da 
clandestinidade - A primeira providncia  mandar Edwiges na nossa frente, dizendo para 
ele comunicar isso com urgncia para Dumbledore. Depois ns vamos voando e tentamos 
tomar alguma providncia .
        - O que voc acha de falar com o Ministrio?
        - O Ministrio? Sheeba, realmente eles continuam agindo como se Voldemort no 
houvesse voltado, como se nada estivesse acontecendo. Eles so capazes at de jurar que 
isso  inveno de Harry. S podemos contar com uma pessoa, alis com duas: Dumbledore 
e Lupin.
        - Ento - disse Sheeba acabando de amarrar uma carta na pata de Edwiges - 
Desculpe querida, sei que voc tem voado muito, mas  urgente. V Edwiges! - a coruja 
levantou vo e sumiu no ar - Vamos arrumar nossas coisas.


CAPTULO 5 -  VER ALM DAS APARNCIAS

        - Harry, voc tem certeza do que voc est me dizendo? - atrs dos culos de meia 
lua, os olhos bondosos de Alvo Dumbledore estavam fixos no rosto de Harry, que acabara 
de contar a ele sobre o fogo sagrado, conforme Sirius e Sheeba haviam orientado que 
fizesse.
        - Tenho certeza, professor. 
        - Como era o nome da grgula que voc encontrou l?
        - Gerrd Gamagliel.
        - Est bem, Harry.  tudo.
        - O senhor no est preocupado com isso? Sheeba parecia apavorada, na carta.
        - Harry, eu estou preocupado com isso sim, mas primeiro eu preciso verificar uma 
coisa.
        - O qu?
        - Se s voc sabe disso. E agora Sheeba, Sirius e eu.
        - Por qu?
        - Porque este tipo de informao no pode vazar. Na hora certa voc vai saber 
porqu.
        Harry saiu da sala de Dumbledore ainda mais curioso do que entrara. No sabia 
exatamente o que pensar sobre isso. Sheeba e Sirius no iam interromper uma viagem que 
deveria durar at o fim do vero  toa. Ainda estavam no meio da primavera, faltavam 
quase trs meses para as frias de vero. Ele tinha o resto do tempo para pesquisar sobre 
isso, ou perguntar sobre ele para a nica pessoa  que ele tinha certeza que saberia:
        - Hermione, o que voc sabe sobre o fogo sagrado? - Hermione levantou os olhos do 
livro que estava lendo, Harry a achara na biblioteca, como era de se esperar, no intervalo 
entre a aula de poes e a aula de defesa contra artes das trevas, que este ano estava sendo 
dada pelo prprio Alvo Dumbledore, segundo ele em carter provisrio, j teriam um 
professor para o ano seguinte.
        - Harry, o fogo sagrado  uma lenda, est desaparecido h mil anos. Por qu?
        - Eu no sei se posso te contar... 
        - Ser porque voc o viu em algum lugar, na mo de alguma grgula? Quem sabe na 
fenda das Grgulas?
        - Uau! Mione voc est boa mesmo nisso de farejar a verdade! - Harry disse 
impressionado
        - No  nada disso - ela fez uma cara de quem acaba de tirar um sarro fantstico 
com a cara de algum - Lembra disso? - e mostrou o olho de Tigre - Eu vi Sheeba e Sirius 
conversando - ela riu.
- A Sheeba devia desligar isso, eles esto em lua de mel - Harry estava chocado.
- , mas ns duas estvamos conversando quando chegou a sua carta, e acho que ela 
no viu nada demais em deixar ligado... engraado saber que voc est com medo daquela 
apanhadora horrorosa da Sonserina...
- O grande Harry Potter com medo de mim???? Isso  uma novidade - Willy saiu de 
trs de uma estante bem atrs de Hermione - Bom tambm saber a opinio de Hermione 
Granger, o crebro de ouro desta escola sobre a minha humilde pessoa... kakaka
- Eu no acredito que voc  estava ouvindo a nossa conversa -  Harry disse - o que 
mais voc ouviu?
        - Que voc fica dizendo por a segredos que deveria guardar - Willy ficou sria e 
saiu carregando um pesado livro nos braos. 
- Caramba, como eu fui desastrado... Ela no podia saber disso!
- Pior que, do jeito que ela  do contra, vai contar para a escola toda. A gente precisa 
pedir que ela fique de bico calado, Harry.
- Vamos atrs dela.
        Para quem estava carregando um livro que devia pesar metade do seu peso, Willy 
andava bem depressa, Harry e Hermione gastaram todo o resto do intervalo procurando-a e 
no a acharam em canto nenhum. Estava na hora da aula e Harry estava bem preocupado... 
se havia algum de quem ele decididamente no queria perder a confiana, era Alvo 
Dumbledore. Passou a aula toda encolhido num cantinho da sala pensando na desgraa que 
seria se algo que Alvo Dumbledore dissera que era segredo, repentinamente entrasse em 
domnio pblico por culpa dele. Saiu da aula com Hermione e estavam procurando Willy 
no segundo andar, quando ouviram um som inconfundvel, um kakakaka vindo direto do 
banheiro da Murta que Geme.
- Ser que essa doente est fazendo alguma coisa com a Murta ?- perguntou 
Hermione.
- Provavelmente, sim - disse Harry - ela adora ver os outros sofrendo.
        Entraram no banheiro, e, para sua surpresa, as duas estavam sentadas de pernas 
cruzadas, levitando a um metro do cho, rindo como duas coleguinhas enquanto Willy 
pintava as unhas da Murta com esmalte.
- Potter, Granger... O que vocs esto fazendo aqui? Murta, voc os convidou?
- Estes ingratos nunca mais me visitaram depois do segundo ano, Willy, eu os 
odeio!
- Isso no  muito difcil... Mas no se preocupe, voc tem a mim, eu sou sua amiga.
- Voc  amiga de um fantasma??? - disse Harry incrdulo
- Qual o problema disso? Ela  melhor que muitas colegas de classe que eu tenho! E 
eu gosto muito dela, vocs dois a magoaram muito. Ela te ajudou mais de uma vez, Potter, 
e voc a evita como se ela fosse uma alma penada.
        - Ela  uma alma penada!
        - No, no  no, t? O Baro Sangrento  uma alma penada, que gosta de ficar 
metendo medo nos outros pelos corredores, o Pirraa, que  chato demais tambm, mas a 
Murta... ela s quer um pouco de ateno, t bem? Acha que  fcil ser o nico fantasma 
com menos de 200 anos em um castelo???
        Se Willy queria fazer Harry e Hermione sentirem-se culpados, acabara de 
conseguir...realmente, alm do fato de no ser a melhor companhia para algum que tivesse 
tendncias suicidas, a quem provavelmente incentivaria de bom grado, a Murta realmente 
no era m, talvez s um pouco carente... e eles nunca haviam dado muita ateno a ela.
- Murta, eu tenho que ir, preciso explicar para estes dois algumas coisas. Depois eu 
termino de pintar suas unhas... alis, pode ficar com o esmalte.
- Willy - perguntou Harry - como voc est levitando?
- Eu no estou levitando, aberrao - disse Willy tirando debaixo do traseiro o que 
parecia um retalho de pano - s estou usando o mini tapete voador que eu inventei. 
        - Voc inventou um mini tapete voador? - Hermione parecia surpresa.
        - Eu queria fazer um grande, mas no tinha l suficiente... falta de verba. 
Tambm inventei este esmalte para pintar unha de fantasma que eu dei para a Murta... - A 
essa altura, a Murta j tinha sumido, no sem antes guardar o vidrinho de esmalte num 
cantinho seguro - Mas, que mal me perguntem, vocs vieram aqui para implorar que eu no 
conte a ningum o seu segredo? 
        - Voc j contou, n, sua peste ?- Harry estava realmente furioso com a garota.
        - Se voc quer saber, no contei no. Eu posso at ser curiosa e querer ouvir o 
que os outros escondem, mas no para sair por a falando... e eu ia falar para quem, hein? 
Vocs j me viram andando com algum que no fosse Sieglinda?
        - Quem  Sieglinda?
        - Minha vassoura, Potter... para quem derrotou o cara l que no podem falar o 
nome voc  bem fraquinho, hein? - Harry sentiu o sangue subir a face, e deu vazo a mais 
pura raiva:
        - Voc s podia ser da Sonserina, sua insuportvel. Aposto como quando voc 
crescer vai ser uma Death Eater! 
        - E voc acha que voc  muito bonzinho, Potter? S porque eu sou da 
Sonserina... francamente, voc acha que quem  da Grifinria  sempre bonzinho, n? Por 
acaso aquele decado que entregou seus pais era da Sonserina? Era? No, ele era um 
Grifinrio, um bonzinho... um falso, pois sim! S porque eu sou da Sonserina no quer 
dizer que eu seja uma malvadona idiota que gosta de ficar humilhando os outros que nem o 
panaca do Malfoy e seus capangas! Seu.. seu  - Nesse momento, para espanto de Harry e 
Hermione, Willy comeou a chorar.


CAPTULO 6 - ORGULHO SONSERINO

        - Willy, eu...
        - Cala a boca, seu panaca. Voc  igualzinho ao Malfoy.
        - Ah, mas no sou mesmo, Willy.
        - Harry, deixa eu falar com ela.
        Hermione observara quieta a discusso dos dois, mas agora achava que era hora de 
falar com Willy - Willy, porque voc fez isso? Porque provocou o Harry, porque provoca 
todo mundo?
        - Olha s, Granger, eu vou te dar uma dica - disse Willy enxugando os olhos - 
Quando uma palavra te machuca, voc no costuma gostar de ouv-la, sacou? Pode deixar, 
o segredo de vocs est seguro, eu no vou contar nada para ningum... Granger, eu no 
preciso de terapia...  agora se vocs do licena, vou visitar um amigo na ala hospitalar.- E 
sumiu correndo, carregando como sempre a vassoura atrs de si.
        - Garota maluca - disse Hermione - falou to mal do Malfoy e vai visit-lo na ala 
hospitalar... - de repente,  ocorreu-lhe que Malfoy no era o nico internado...
        Toda histria dos times estarem desfalcados e formando novos elencos tinha 
atrasado bastante o incio da temporada de Quadribol, que ia se resolver em cinco semanas 
seguidas esse ano... o primeiro Jogo seria Grifinria versus Corvinal, e nem para Harry, 
nem para ningum, talvez s para Neville que estreava (ainda estava com a roupa de Harry, 
parecia que ele tinha esquecido completamente que haviam combinado que s usaria a 
roupa at perder o medo de cair), parecia realmente uma estria emocionante... Corvinal 
parecia ter entrado em campo para ser o saco de pancadas da temporada. 
        Harry olhou para Cho Chang, apenas para constatar que no havia mais nada 
naquela menina que realmente lhe chamasse a ateno... ela parecia outra, magra, plida. 
No parecia mais a garota alegre e cheia de vida da primeira vez em que haviam se 
enfrentado. Quando o jogo comeou, Cho sequer olhava direito para o campo ou buscava o 
pomo com os olhos... O resto do time, preocupado em olh-la, estava tomando uma surra 
daquelas, nem Lino Jordan parecia estar muito animado, ele nunca narrou uma partida de 
Quadribol to sem graa. Quando Harry avistou o pomo e disparou na sua direo, Cho at 
o seguiu, mas nem sequer chegou perto. Harry sentiu um gosto amargo na boca quando 
finalmente sentiu o pomo em sua mo... ganhar assim no tinha realmente graa nenhuma... 
Principalmente se lembrasse do ltimo jogo contra a Corvinal, quando ele estava to bem, 
que conjurou um patrono como se estivesse fazendo uma pena levitar.
        O que o preocupava  que achava que a essa altura, j era para Sirius e Sheeba 
terem aparecido ou dado notcias. Depois que Edwiges chegara, nenhuma mensagem mais 
chegara dos dois, sequer uma corujinha... e ele realmente comeou a ficar preocupado 
quando Hermione disse que o olho de tigre estava desligado h exatamente uma semana. 
Resolveu ento procurar Dumbledore, que o tranqilizou, mas no o convenceu:
        - Eles devem ter tido algum problema no caminho, Harry, no se preocupe. 
        Mas Harry se preocupou. E muito. No gostava da idia de seus nicos parentes 
bruxos sumirem assim... e comeava a pensar em Voldemort, na forma como Voldemort 
no se preocupara nem um pouco em mat-lo no precipcio, quando se jogara decidido a, se 
preciso, morrer para que Sheeba e Sirius ficassem bem. Procurou Hermione e juntos foram 
conversar com Rony, que ainda no sabia do fogo sagrado porque eles no queriam contar 
nada a ele na frente de Draco.
        Qual no foi a surpresa dos dois ao encontrar Willy sentada de pernas cruzadas 
sobre a cama de Rony, de frente para ele, que estava na mesma posio.  Estavam jogando 
uma espcie de joguinho, que lembrava muito algo que Harry j vira na casa dos seus tios 
trouxas: um videogame. S que ao invs de uma tela de tev, este jogo era jogado numa 
tela de vidro que ficava levitando entre os dois, onde dois bruxinhos desenhados se 
enfrentavam, apenas comandados pelas varinhas dos dois. Neste exato instante, o bruxinho 
de Willy acabava de matar o bruxinho de Rony, que falou, animadssimo:
        - Eu guero uba revange!!! Isdo do vale! Voz esd roubando... Invendou eze 
joguinho z pra boder ganhar roubando dambm.
- Kakaka ! eu jogo honestamente, quem rouba  ele ali... - disse apontando Draco - 
Tanto  que ontem voz me ganhou duas vezes...kakaka.
- Rony! Voc pode me dizer o que voc est fazendo??? - Hermione estava 
indignadssima - Jogando esse jogo violento e horroroso!
- Relaja, Mione,  z um joguinho. Do vou zair bor a arrancadaaaando aaatchin   a 
cabezaaaatch dos oudros z bor gausa de um jogo...
        - Tchau, Weasley - disse Willy - Voc j tem com quem se distrair... Willy ia saindo 
e diante dos protestos de Rony disse: - Eu zei que eles so seus abigos, Weasley,  e que 
eles so legais... mas no gostam de mim... Torce por mim amanh no Quadribol... Eu ia 
pedir o mesmo a voc Malfoy, mas acho que voc est com medo de perder o lugar.
        - Voc no vai torcer por esse... esse elfo domstico, vai ? - Perguntou Harry - No 
se esquea que ela  da Sonserina...
        - Ad eu vou dorzer condra ela, snif - disse Draco, tentando puxar assunto na outra 
cama, ele estava bastante solitrio, Crabble e Goyle no costumavam visit-lo, tinham 
medo de pegar o resfriado, e depois que Rony descobrira que ele roubava muito no xadrez 
no lhe dirigia mais a palavra, preferia passar o tempo com as revistas que ele continuava 
escondendo debaixo da cama.
        - Eu pozo torcer a aatch snif snif, bara que ela aaaatch begue o bomo de ouro e a 
LuvaLuva ganhe o jogo, que dem aquela bartida da coba de Quadribol, snif, que a zente 
azistiu do ado pazado...
        - Se voc fizer isso eu paro de falar contigo! - Hermione disse isso e olhou nos seus 
olhos, e soube que se queria manter a amizade de Rony, era melhor esquecer a promessa.
        Harry pensou e achou melhor no falar ainda para Rony que Sirius e Sheeba 
estavam sumidos, no era o tipo de notcia que se d a amigos doentes.
        No dia seguinte, o campo de Quadribol estava cheio. A maior parte da escola estava 
como sempre torcendo contra a Sonserina. Entraram os dois times em campo e a torcida da 
Lufa-lufa abriu uma grande bandeira com o rosto de Cedric Diggori onde se lia: Lembrem-
se de Cedric Diggori.  O novo capito da Sonserina encarou Julius St Johnson, que deu um 
sorriso franco, ao que o outro deu as costas. Ao ver isso, indignada, Willy saiu do seu lugar 
e foi pessoalmente apertar a mo de Julius, sempre arrastando Sieglinda no cho. Antes de 
comear a voar, enrolou as mangas da camisa e deu uma piscada na direo de Harry e 
Hermione, e disse, s com os lbios: depois contem para Rony! Hermione deu um salto 
no mesmo lugar, indignada. 
        Todos subiram na vassoura, e a pequena Willy disparou para o cu, subindo to alto 
como s uma pessoa que todos ali j tinham visto: Harry Potter, que engoliu em seco na 
arquibancada. Lino Jordan comeou a narrar a partida, e em pouco tempo, estava 50 a zero 
para a Lufa Lufa. Parecia que ia ser uma surra daquelas. Willy no tomava conhecimento 
de Julius, que estranhava muito isso. O time da Sonserina conseguiu fazer dois gols, mas 
logo depois fez duas faltas, que foram convertidas levando o placar para 70 a 20 para Lufa 
Lufa... A Sonserina nunca perdera to feio, nem com Malfoy. Neste momento, Willy viu o 
pomo e avanou, mas um batedor da Lufa Lufa atirou um balao para cima dela, que 
desviou bem na hora. Julius St Johnson bateu nela e quase a derrubou. Falta para Sonserina. 
Mais um pouco, o time da Sonserina reagiu e pareceu melhorar um pouco: Conseguiu fazer 
mais dois gols; 70 a 50. Ento, Willy disparou para a esquerda, , seguida por Julius St 
Johnson, mas no ltimo minuto, fez uma curva fechada e apanhou o pomo quase rente ao 
cho. Ganhara: 200 a 70 para a Sonserina. Mas ao invs de comemorar com o time, Willy 
rumou sozinha para dentro de vestirio. Harry no pde deixar de sentir pena dela.
        No dia seguinte, a mesa da Sonserina apareceu com uma grande faixa: Willy! 
Orgulho Sonserino! Harry ouviu-a dizer, quando passou:
        - Que emoo! Acho que eu vou vomitar... 


CAPTULO 7 - GRGULAS NO TEM CORAO

        Na vspera do jogo de Quadribol com Lufa Lufa aconteceram algumas coisas 
espantosas.  Harry viu o professor Lupin de p ao lado de Dumbledore e  soube exatamente 
o que aquilo significava: ms notcias em relao a Sirius e Sheeba. Mandara uma coruja 
para os dois do corujal da escola, porque Edwiges estava muito cansada da ltima viagem, 
e a coruja retornara porque no conseguira encontr-los. Era desesperador.
        - Harry, - disse Dumbledore - precisamos falar com voc, na minha sala.
        - Eu preciso saber - disse Lupin assim que chegaram  sala - se voc disse a mais 
algum que no fundo daquele abismo havia fogo sagrado.
        - Eu no contei para ningum, mas duas pessoas descobriram...
        - Como assim, descobriram, Harry? - Lupin olhou-o bem srio.
        - Bem, quando eu mandei a carta para eles, Sheeba estava usando um olho de tigre.
        - Sei, uma jia de comunicao.
        - Isso, ela estava falando com Hermione Granger, e creio que achou que no 
houvesse nada demais em ler a carta com o olho ativado, ento, Hermione descobriu.
        - Menos mal. Quem  a outra pessoa, Harry?
        - No dia em que Edwiges chegou e eu contei para Dumbledore, fui perguntar para 
Hermione o que era fogo sagrado, porque Dumbledore no quis me falar nada - 
Dumbledore balanou conformado a cabea - ento, uma garota ouviu tudo escondida... 
Willhemina Fischer.
        - Harry, voc tem certeza que mais ningum ouviu voc falar com Hermione 
Granger?
- Tenho. Mas o que isso tem a ver com Sirius e Sheeba?
        - Harry - comeou Lupin - depois de tudo que aconteceu no ano passado, e depois 
que voc estava totalmente subjugado por ele, no achou que foi fcil demais derrotar 
Voldemort da ltima vez?
- Bem... para falar a verdade achei. Mas quando me joguei sobre ele, no achei que 
eu fosse sobreviver... achei que ele fosse me matar na queda, e quando estudei 
aparatao, aprendi que  preciso ter os ps no cho para desaparatar... pensei que 
eu e ele fossemos morrer juntos.
        - Harry, Voldemort no desaparatou.
        - No?
        - No. Foi expulso.
        - Como assim, expulso?
        - O fogo sagrado o repeliu. E provavelmente ele sabe disso. - interrompeu 
Dumbledore - Harry, voc deve estar se perguntando o que pode ser o fogo sagrado, e por 
que, afinal de contas ele  to importante. 
        - Exatamente, e  parece que ningum sabe desta histria, ela no est em nenhum 
livro... parece que isso  algum tipo de...
        - Tabu - disse Dumbledore srio - pois eu vou te contar a histria do fogo sagrado, e 
espero que voc entenda. H muitos sculos, os bruxos viviam entre os trouxas em paz. A 
Magia era respeitada como cincia, e os magos eram consultados at por reis... Eu mesmo 
tive um ancestral que foi conselheiro de um rei muito famoso. Os magos do bem cuidavam 
do fogo sagrado, a chama que  a vida de todo planeta, a chama mgica que no se apaga 
nunca. S os puros de corao podiam aproximar-se dele. Ou os grgulas, que so de pedra 
e no tinham corao algum, e por isso mesmo agiam apenas com a razo. 
        - Ento aconteceu. Os trouxas comearam a desconfiar dos bruxos, no chegou at 
nosso tempo o motivo da intriga, toda magia comeou a ser considerada maligna. Os 
trouxas j haviam avanado em sua cincia, e assoberbaram-se em seu conhecimento, 
desprezando a magia. Por sua vez, alguns bruxos com medo de perderem o lugar, e sem 
disposio para conversar com os trouxas, decidiram tomar o fogo sagrado de seus 
guardies e assim dominar os trouxas.
        - Esses guardies eram os Grgulas?
        - Exatamente. Mas s existe um meio de ter o fogo sagrado, se voc no  um bruxo 
de corao puro:  preciso que ele lhe seja dado de boa vontade. E os Grgulas no dariam 
o fogo a Bruxos do Mal de boa vontade. Ento, um dos Bruxos das Trevas teve uma idia: 
ofereceu aos grgulas a oportunidade de ter um corao. Em troca, queria o fogo sagrado.
        - E o que aconteceu?
        - Um grgula, o que at hoje se especulou que era uma lenda, recusou-se a receber 
um corao. Seu argumento era que a natureza de um grgula no comporta um corao. 
Os outros Grgulas o expulsaram de seu convvio, e quiseram um acordo com o Bruxo das 
Trevas...
        - Era Salazar Slytherin?
        - Exatamente. Mas as coisas no saram como ele esperava, de posse de um corao, 
os grgulas quiseram mais, e no queriam entregar o fogo sagrado. Seguiu-se uma grande 
guerra entre Salazar Slytherin e os grgulas. Muitos foram mortos, ento, Godric Griffindor 
interviu, e expulsou Salazar Slytherin, tentando a paz. Mas os grgulas no queriam paz, j 
estavam loucos pelo poder que o fogo lhes dera... ento, seu corao se corrompeu. E eles 
quiseram mais e mais... Mas, um menino, um bruxo nascido pronto, muito jovem, entrou no 
meio da batalha e atravessando a fenda, tomou o fogo sagrado nas mos, e atirou-se no 
precipcio com ele. Seu nome era Roderic Griffindor,  o nico filho de Godric Griffindor.
        - E ele morreu? 
        - Harry, quem tem posse do fogo sagrado no pode morrer. Ainda mais se  tiver o 
corao puro como o dele... Sem a posse do fogo sagrado, os grgulas foram subjugados, 
algumass escaparam, sendo capturadas nos anos posteriores. At que foram considerados 
extintos. Mas os bruxos adquiriram o temor dos grgulas, porque ao longo dos sculos, 
muitas foram encontradas em cavernas, lugares escondidos. Os bruxos eram orientados a 
destruir todo aqueloe que manifestasse ter um mau corao.
        - Por isso Sirius falou que no confiasse em Gerrd!
        - Sim, mas Sirius tem sabedoria suficiente para saber que se o grgula no havia 
feito nada a voc, no podia ter mau corao. Ento, no o atacou. 
        - E porque Gerrd estava com o fogo sagrado?
        - Quando Godric viu seu filho cair no abismo com o fogo sagrado, soube que ele 
no poderia ter morrido, mas no queria deix-lo para sempre preso no fundo do abismo. 
Ento, ele voou num pgaso, um cavalo alado, j extinto, e o resgatou. Mas no disse a 
ningum a quem tinha sido entregue o fogo. Cheguei  concluso que o fogo foi entregue 
ao nico grgula sem corao, cujo nome no havia chegado aos nossos tempos.
        - E como voc chegou a essa concluso e Sirius no?
        - Duas coisas; primeiro: o grgula que voc conheceu tinha a asa quebrada, reza a 
lenda, que aquele que no quis um corao, tinha um motivo: porque no podia voar, e 
achava que de nada adiantava um corao se ficaria para sempre preso ao cho. Segundo: 
preconceito. Depois de anos acreditando que no existem mais grgulas sem corao, Sirius 
no poderia acreditar no contrrio... e Sirius  o tipo de homem que no confia no corao 
alheio, pois acha que o seu prprio no  confivel. Julgamos os outros por aquilo que ns 
somos.
        - Eu s no entendo uma coisa - disse Harry - o que isso tudo tem a ver com Sirius e 
Sheeba.
        - Harry, - comeou Lupin - sabe a caverna onde Wormtail prendeu vocs?
        - Sei. 
        - Esta caverna estava desaparecida h mil anos. Godric Griffindor a selou com um 
feitio, um feitio to potente para durar o maior tempo possvel... mas como qualquer 
coisa, um dia o feitio acabou... e por azar, quem chegou  caverna foi Wormtail. Ele no 
tinha informao nem inteligncia suficiente para concluir que ali havia fogo sagrado, mas 
sabia tratar-se de um lugar poderoso, onde at ele, um feiticeiro medocre podia ser mais 
poderoso, era s unir-se  caverna. Quando o ministrio acabou o inqurito, eu e 
Dumbledore a lacramos novamente, de forma que s duas pessoas pudessem entrar l 
novamente, as duas pessoas que estiveram prximas ao fogo sagrado. 
        - Eu e Sirius! Mas ento... pegaram Sirius para entrar na caverna.
        - No  assim to simples. Nem voc nem ele sabiam disso... e ele ainda no sabe... 
Mas Voldemort provavelmente sabe que voc teria que ser uma das chaves... e pegando 
seus padrinhos...
        - Ele achou que me atrairia....
        - Exatamente. Por isso, vou ter que te pedir uma coisa: no tente bancar o heri, 
Harry. Voc j tentou outras vezes, e isso s no acabou ainda em desgraa porque voc 
deu sorte at agora. Eu tenho certeza que Sheeba e Sirius esto vivos, e que Voldemort no 
os pegou pessoalmente, ele acha que esse tipo de servio est abaixo dele, sem Wormtail 
por perto, deve ter arrumado um outro para fazer o servio... O que ele quer  que voc v 
at ele, mas fora da proteo de Dumbledore, qualquer coisa pode te acontecer, no esquea 
disso. Deixe que eu encontro Sirius. Confie em mim.


CAPTULO 9 - COMO UMA NOITE PODE MUDAR AS COISAS

        - Agora -  disse Dumbledore, precisamos fazer uma coisa, s de praxe. Lupin, 
mande-as entrar. - Lupin abriu a porta e Harry pde ver Hermione, calma e fria, e Willy, 
com a aparncia de um bichinho assustado. - Senhorita Granger, senhorita Fischer... Eu 
gostaria de falar com vocs duas, na presena do senhor Potter...
        - Professor, no me chame de senhorita, ok? Pode me chamar de Willy, o senhor 
no precisa ser formal para dizer que estou encrencada... Oi professor Lupin - disse isso e 
Lupin deu um grande sorriso - estava com saudades do senhor!
- Est bem, Willy, - disse Dumbledore bondosamente - Eu queria saber se qualquer 
uma das duas, mesmo por acidente, mencionou o fogo sagrado para algum.
        - O senhor tem veritasserum? - perguntou Willy, olhando diretamente nos olhos de 
Dumbledore - No, vou fazer melhor, Granger, olhe nos meus olhos, veja, vou dizer: no 
contei a ningum! Ningum soube de nada pela minha boca, ok! Diga agora para eles isso! 
- disse isso quase descontrolada olhando no fundo dos olhos de Hermione que assustada 
disse:
        - Ela est falando a verdade! - Willy largou seus ombros e saiu pisando duro da sala.
        - O mesmo temperamento de seu pai... - disse Dumbledore balanando a cabea.
        Depois que Harry saiu da sala de Dumbledore com Hermione, ficaram conversando 
sobre o jogo do dia seguinte, mas ele s conseguia pensar nos padrinhos seqestrados por 
algum bruxo maluco e na hora de deitar ao olhar para a cama vazia de Rony,  pensou como 
a presena do amigo fazia falta ali. Algumas coisas era melhor conversar com Hermione, 
outras, com ele... ento, decidiu sair e ir  ala hospitalar, faltava um tempo para a hora de se 
recolher. Levou a capa de invisibilidade escondida, para no ser visto voltando se ficasse 
com Rony at muito tarde. Saiu pelo buraco do retrato e foi andando na direo da ala 
hospitalar... de repente ouviu um barulho e enfiou a capa bem a tempo de evitar ser visto 
por Snape, que passou rumo s masmorras da Sonserina. Retirou-a de novo e foi andando e 
ento ouviu um barulho numa sala... parecia algum chorando. Abriu a porta e no viu 
nada... s uma sala de aula normal, com um janelo enorme por onde entrava a fraca luz da 
lua minguante...
        - Tem algum a? Chamou duas vezes e ia virando as costas quando ouviu:
        - Sou eu, Potter. - ele viu Willy tirando dos ombros uma capa de invisibilidade, seus 
olhos estavam vermelhos e inchados.
        - Willy? Por que voc est chorando? - sem sentir, Harry j estava junto dela.
        - Nada no... d para a gente sentar aqui na janela? - As paredes do castelo eram to 
grossas, que dava tranqilamente para sentar na janela com as pernas cruzadas, como se 
estivesse numa varandinha. - ela sentou e disse - A gente pode ficar embaixo da minha 
capa...
        - Precisa no, - disse Harry sentando no lado oposto do janelo - eu tenho a minha - 
se cobriu com ela. durante alguns segundos no falaram nada. ento, Willy perguntou:
        - Voc no quer conversar, Potter?
        - Eu quero, mas  estranho, eu nunca conversei com uma janela vazia antes. 
        - Kakaka.- disse Willy tirando o capuz, sua cabea flutuando no ar - Sabe Potter, at 
que voc  engraado. Vamos deixar s a cabea descoberta, ok? Assim se algum chegar, 
a gente escuta e se cobre de novo.
        - Ok - Harry tirou o capuz tambm , e os dois ficaram se olhando, duas cabecinhas 
se olhando no escuro.- Ei, voc est de cabelo solto! Fica melhor assim.
        - Voc acha?
        - Sem dvida.
        - Potter, posso te perguntar uma coisa?
        - Pode me chamar de Harry, Willy.
        - Tudo bem, Harry. Voc no me acha m s porque eu sou da Sonserina, acha?
        - Na verdade, eu nunca havia conhecido ningum de l que prestasse... e no comeo, 
eu no gostava de voc... mas, depois que voc ouviu aquilo e no contou pra ningum, 
depois que eu vi voc ser legal com a Murta, o Rony... Willy, voc  muito legal. Porque 
age desse jeito que faz todo mundo te achar maluca e insuportvel?
        - As pessoas falam isso de mim?
        - Sem dvida. Acho que s os professores gostam de voc. Hoje depois que o 
Dumbledore saiu, ele disse que voc era genial, muito parecida com seu pai e... - Willy 
comeou a chorar. Harry ficou em pnico, e agora? Ele no era bom em consolar os outros. 
Saiu de seu lugar na janela e andou at junto dela, que enfiou a cabea em seu ombro, 
chorando. Chorou muito. Lgrimas quentes, enormes, Harry no sabia que uma pessoa 
podia chorar tanto.
        - Harry - ela disse quando se controlou um pouco - meu pai foi um Death Eater. - 
Harry gelou. Ele, Harry Potter, que derrotara o Lord das Trevas, agora tinha a filha de um 
Death Eater chorando no seu ombro.
        - E o que tem isso demais?  - eu disse o que penso que disse? pensou Harry
        - Todo mundo, que sabe a histria da minha famlia diz que eu sou parecida com 
ele... e eu no quero ser, sabe? Eu acho estpida essa coisa de ser mau... eu s quero 
inventar coisas legais, mais nada. 
        - Willy... sabe o que esperam de mim?
        - O qu?
        - Que eu seja perfeito, e bom, e eficiente, e genial... que mate drages, basiliscos, 
ache a cmara secreta... enfrente Voldemort, voc tem medo de dizer o nome dele?
        - Na verdade no, prefiro cham-lo de O cara l que ningum diz o nome ele 
assim me parece meio idiota, sabe?
        - Pois , ento querem que eu seja assim e ainda por cima, tenha orgulho disso.
        - E voc no tem?
        - Na verdade, no. Quando eu tinha um ano, e voc j deve saber o que aconteceu, 
eu no fiz rigorosamente nada. Ele fez. Ele fez uma besteira, cometeu um erro... e quem 
vem pagando por este erro todos esses anos sou eu... Das outras vezes que eu, de uma 
forma ou de outra dei de cara com ele... bem, a eu fiz o que tinha que fazer e dei sorte. No 
sou um heri. Meu pai foi um heri, Sirius  um heri... ele saiu de Azkaban, provou sua 
inocncia...ele deu um ano da vida dele por Sheeba!  At o velho Snape  um heri, ele 
salvou minha vida uma vez...
        - E se eu te dissesse que de mim s esperam coisas ruins? Sabe, eu tambm sou rf,  
Harry. Eu fui criada por duas tias... Tia Sarina e Tia Artmis, eu tenho uma foto delas aqui  
- disse, tirando um medalho de dentro da capa, e abrindo-o numa foto onde duas bruxas 
gmeas de cabelos louros e olhos azuis faziam tric.  - Elas sempre me disseram como 
minha me era boa,  doce e sensvel... e nunca haviam dito nada sobre meu pai... sabe, 
Harry, minhas tias me deixaram fazer tudo que eu sempre quis, eu acho que na verdade... 
na verdade elas tinham medo de mim...eu era esquisita: at os 7 anos, Harry, parecia que 
uma coisa  me protegia... eu nunca me machucava, nunca caa... eu comecei a fazer 
bruxarias com cinco anos... por isso eu sei fazer tantas coisas... eu sempre olhei os livros de 
minha me, ela era da Lufa Lufa, seus livros continuaram l, guardados no poro... foi num 
deles que eu aprendi a ler, sozinha... - ela abriu e fechou o medalho, que mostrou  uma 
foto de uma mulher muito bonita, de cabelos castanhos como os de Willy -  engraado, que 
minhas duas tias que so mais velhas e foram da Sonserina diziam que ela tinha todas as 
boas qualidades da Lufa Lufa: bondade, lealdade, fidelidade...e eu passei a vida inteira 
perguntando sobre meu pai, mas elas no respondiam nada...Eu sabia apenas que ele havia 
sido da Sonserina.
        - E elas no te contaram nada? Eu tambm nunca soube nada sobre meus pais...
        -  Quando eu tinha sete anos, ele reapareceu... Minhas tias achavam que ele tinha 
morrido... Houve uma discusso horrvel... eu no lembro de t-lo visto, sabe? Mas sei que 
ele era assim - fechou e abriu o medalho e uma foto de um bruxo aparentemente alto,  com 
o rosto  muito parecido com o de  Willy apareceu, em uma roupa de quadribol, devia ter 
uns 18 anos, mais ou menos. - Eu s sei que ele sumiu de novo, no sem antes mandar tia 
Artmis para o Hospital St Mungos...  de l que eu conheo o Neville... a gente se via 
desde criana quando ele ia... voc sabe sobre os pais dele?
        - Sei. 
        - Pois bem, minha tia Artmis est l tambm, vtima grave de feitio de memria... 
nunca mais se lembrou de nada... Ento minha tia Sarina contou que ele matara minha me, 
dois dias depois que eu nascera... Eu nasci no dia que aconteceu essa coisa a contigo, 
sabia? Meu pai matou minha me em sacrifcio...ele queria... ele queria... - Willy comeou 
a chorar de novo, Harry abraou sua cabea e procurou algo para dizer... como ele e Willy 
eram parecidos... tinham perdido as pessoas que os amavam de forma estpida... e sempre 
por causa de Voldemort... Comeou a pensar em Sirius e Sheeba e em como eles podiam 
estar em perigo, ou mortos... sentiu pela primeira vez muito medo de tudo, principalmente 
do futuro, e sem querer, viu que se formavam lgrimas grandes e quentes em seus olhos 
tambm, e em pouco tempo, ele e Willy estavam chorando juntos, as lgrimas se 
misturando, os dois cheios de medo, sem foras... ele no queria pensar, s queria chorar, 
chorar...j tinha chorado antes perto de algum, mas era a primeira vez que realmente 
chorava com algum... 
        - Harry... eu tenho que te dizer mais uma coisa... quando me disseram que voc 
tinha derrotado, derrotado o cara, sabe, bem, eu quis muito te conhecer, muito, eu te 
admirava... voc era famoso, ento quando eu cheguei aqui, e voc estava no segundo ano, 
eu perguntei na mesa da Sonserina, assim que eu fui selecionada: onde est o Harry Potter? 
E todo mundo me disse que voc era um metido, que no gostava dos alunos da Sonserina. 
Depois, eu soube que voc tinha chegado em um carro voador, e bem, eu achei que era 
verdade...  ele  bom demais para chegar de trem com os outros, o grande garoto de ouro 
tem que chegar num carro voador... e eu nem precisei te conhecer, quis logo te odiar... ...- 
Willy falava rpido, Harry olhava-o espantado, seus rostos estavam muito prximos e 
Harry no conseguia deixar de olh-la, ela deu um suspiro profundo e prosseguiu -  mas 
agora, eu acho que voc no  assim, no voc no  assim... - para a surpresa de Harry, 
Willy deu-lhe um beijo. Harry ficou um minuto beijando-a com os pensamentos em total 
confuso: E agora? Ela est me beijando! Ela est me beijando! O que eu fao? Oras, 
cara,  s um beijo, qual o problema? No  bom? Bom?  timo... mas no posso fazer 
isso,  errado... porque eu no consigo parar ento?  E Bianca? Como eu vou dizer a ela? 
Ei, Bianca adorei a ltima carta...sabe que eu beijei outra garota? Ela  uma ano mais nova 
e um palmo mais baixa que eu, mas eu no consegui parar, sabe, eu no consegui parar... 
ento, Willy separou-se bruscamente dele e os dois ficaram se olhando por um instante com 
os olhos arregalados. Ela deu um pulo e saiu correndo, Harry s viu a cabecinha dela se 
afastando no escuro e saindo da sala.
        - O que eu fui fazer... - disse alto, baixando a cabea.


CAPTULO 10 - O QUE VOC FAZ QUANDO TODOS ODEIAM VOC?

         No dia seguinte, a luz foi despertando-o aos poucos... seu corpo, seus olhos... tudo 
doa. No queria abrir os olhos... O que aconteceu? Eu e Willy... foi sonho?
        - Ei, Harry? Onde voc andou? Por que dormiu na janela da sala de transformao?
        Harry deu um pulo e abriu os olhos...a luz do amanhecer entrava lentamente pela 
grande janela, estava meio coberto pela capa de invisibilidade... Ele deu com dois rostos 
sardentos o olhando:
        - Ele est vivo! Harry est vivo, gente!- disse Fred
        - Amassado, mas vivinho da silva! - completou Jorge - Agora voc pode nos contar 
que gata fenomenal voc trouxe para c ontem  noite...
        - Eu no trouxe gata nenhuma - s queria ficar sozinho...
        - Deve fazer um bem danado pros msculos dormir numa janela dura... Escuta, falta 
uma hora para a partida e eu e Jorge o procuramos por todo canto... faa o favor de se 
vestir... temos que dar o troco nos texugos da Lufa Lufa...
        Harry correu para o seu quarto como se fosse uma flecha... tentou com grande 
firmeza no pensar em nada alm de Quadribol, mas estava bem difcil...pegou rpido a 
Firebolt e foi se juntar ao time... mas antes, precisava conversar com Neville:
        - Harry, eu no posso tirar a roupa, entende? No posso... estou  inseguro ainda... e 
se eu tirar e cair?
        - Neville, isso no  honesto! Ns combinamos que voc s usaria a roupa nos 
treinos... 
        - Vamos fazer uma coisa - sugeriu Fred - vamos votar. Quem  a favor que Neville 
aposente a veste, por favor, levante o brao - S Harry levantou - Sinto muito, Potter. 
Ganhamos.
        Harry tinha um terrvel pressentimento que as coisas no iam ser boas... alm de um 
sentimento ainda maior de que estavam fazendo uma coisa muito desonesta. Quando entrou 
em campo, automaticamente comeou a procurar na torcida a carinha mida de Willy... 
mas ela no estava l. Viu Mione, e acenou para ela falsamente animado. Ela acenou de 
volta. A torcida da Lufa Lufa estava mais barulhenta que nunca, a grande faixa Lembrem-
se de Cedric Diggori desfraldada a todo pano... era uma motivao e tanto.
        O jogo comeou, narrado como sempre por Lino Jordan, desta vez de forma 
espetacular, mas Harry no conseguia se concentrar de forma alguma... sentia-se 
pressionado por tudo que acontecera nos ltimos dias... Em pouco tempo, o jogo estava 
empatado em inacreditveis 70 a 70! O time olhava-o... sentia a presso de precisar vencer, 
e comeou a perscrutar o ar com os olhos. Lufa Lufa estava no ataque... e ele viu. O pomo 
estava flutuando pouco abaixo de uma rvore,  esquerda do gol da Lufa Lufa. Harry 
disparou, e sentiu quando Julius St Johnson percebeu e veio atrs dele... precisava ganhar, 
precisava chegar antes dele.  No campo da Grifinria, Neville acompanhava-o nervoso com 
os olhos e no percebeu que o artilheiro fazia pontaria bem  sua direita. Harry se 
aproximou bastante do pomo, nesse momento, o artilheiro da Lufa Lufa atirou e Neville 
viu. Sem sentir, ele fez algo que Harry inmeras vezes pedira para ele no fazer no treino... 
no momento em que Harry alcanou o pomo Neville pulou da vassoura e agarrou a goles. 
Ento, embicou em direo ao cho, de cabea, para desespero da torcida... Quando Harry 
se virou, aliviado, o pomo na mo, viu Neville balanar graciosamente no ar, ento cair de 
p no cho...
        - Longbotton!!!! - Voc estava usando uma veste protetora! Isto  contra as regras 
do Quadribol!  - a voz do professor Snape ecoou pelo silncio aturdido do campo
        Foi um escndalo. Nunca, em toda histria do Quadribol, um time da Grifinria 
havia sido pego trapaceando numa partida... e eles foram desclassificados do campeonato.
        - Muito bem - O rosto de Minerva McGonnagal estava furioso, enquanto segurava a 
veste de Harry - De quem  isto e de quem foi a idia?
        - A veste  minha - Harry levantou-se - foi um presente da minha madrinha. Mas 
no era para...
        - Potter! Que decepo. Voc acha que eu esperava isso quando o indiquei para o 
time? Espero que ficarem fora at o fim do campeonato seja o suficiente para voc aprender 
a no trapacear no Quadribol. E vou guardar esta veste para falar com sua madrinha.
        - Mas ela est registrada!
        - No para ser usada para jogar Quadribol.
        Harry encarou o time. Todos pareciam dizer: a culpa  sua, no adiantou 
argumentar que ele quisera que Neville no fizesse aquilo, mas no adiantava. No chuveiro 
ainda pensou: Porque no deixei que eles procurassem um goleiro... eu tinha que dar uma 
de bobo e estragar tudo... agora, se Voldemort invadir a escola e quiser me matar, eu estou 
completamente perdido... Sheeba vai me matar... Se  que ela est viva... Ainda estou com 
dor de cabea de ontem... onde est Willy?
        Antes de Willy, achava que tinha que falar com uma pessoa: Rony. No ia falar 
sobre uma garota com Hermione! Foi correndo para a ala hospitalar para encontrar Rony 
bem melhor, no estava mais com o nariz entupido, e tirando a grande mamadeira de seiva 
ao seu lado, nem parecia estar mais em tratamento. Ele e Draco estavam conversando, para 
surpresa de Harry.
        - Oi Harry! Mais dois dias e samos! no vamos perder a visita a Hogsmeade! 
Estava vendendo minhas revistas para o Malfoy .
        - Ele no quer vend-las pelo que valem, afinal, so revistas de trouxas.
        - Ei Malfoy, o que  isso atrs de voc?- disse Harry
        -  O qu?
        - tonos! - Harry deixou-o inconsciente, para sua prpria satisfao.
        - Por que voc fez isso? Eu estava quase conseguindo um galeo por cada Playboy 
que eu tenho!
        - Eu preciso de um conselho...
        - O que aconteceu? Eu j sei o que houve no Quadribol, a culpa no foi sua, Harry... 
eu conheo o Neville e meus irmos muito bem... ano que vem as coisas mudam. Eles 
precisam de voc.
        - No  nada disso Rony!  sobre uma garota.
        - Bianca? Cara, ela realmente  linda, tenho que te dar os parabns...
        - No  Bianca, Rony,  Willy.
        - Willy? - Rony entrou em estado de alerta - O que  que tem ela?
        - Bem, ns nos beijamos ontem  noite...
        - O qu, Harry? Que espcie de amigo  voc? Ser que voc no desconfiou que eu 
estava a fim da Willy no? Poxa, voc j no tinha a Bianca? Em menos de dois meses, j 
beijou duas garotas e eu continuo...Tinha que tirar ela de mim, seu, seu... seu galinha!
        - Rony - disse Harry atnito - eu sempre achei que voc gostava da Hermione!
        - Eu desisti dela, Harry, foi isso... afinal de contas nunca somos s eu e ela, sempre 
tem voc junto... e acho que ela tambm no gosta de mim... afinal ela ainda se corresponde 
com Krum.  Victor - imitou Hermione - Ele diz que aqui  mais bonito que 
Durmstrang,  quer saber, eu acho que ela prefere ele mesmo, ele  o grande capito do 
time de Quadribol da Bulgria, eu sou s o cara que tomou poo de ps inquietos para 
danar com ela uma festa toda... Willy  mais a minha cara, ela no se importa se eu sou o 
z ningum, o zero  esquerda.
        - Rony.. Willy no  prmio de consolao...         
        - E voc no  um bom amigo! Tentando me convencer de que eu tenho alguma 
chance com Hermione... Cara, como  que pode, em dois meses voc j beijou duas 
garotas... eu j disse isso...  que espcie de garanho voc pensa que ? Hermione, gostando 
de mim, se liga, sem chance.
        - Voc tem todas as chances do mundo, seu panaca! E s no percebe porque no 
quer! HERMIONE  DOIDA POR VOC, RONY!
        - Suma daqui, Harry, eu no quero voc perto de mim... at Malfoy  melhor 
companhia!
        Achou ruim? Ia ficar pior! Assim que Harry saiu viu Hermione em p na porta, os 
olhos cheios de lgrimas.
        - Voc no tinha o direito, Harry. Voc no pode se meter na minha vida... - e saiu 
correndo.
        Realmente Harry estava mesmo muito mal. Pensando em algum que pudesse no 
estar morrendo de raiva dele, foi procurar Hagrid... e quem ele encontrou animadamente 
cuidando do Seburrlho (que agora estava completamente curado) junto de Hagrid  ? Claro, 
Willy. Ele no sabia, mas Rbeo Hagrid adorava Willy. Ao v-lo, Willy disse: 
        - Oi ladro de Quadribol!
        - Eu no sou ladro, Willy! 
        - Eu sei, estava brincando, eu sei que voc tentou convenc-lo a tirar a tal veste - 
Willy pareceu arrependida do que disse - eu tenho que treinar, adeus. - E saiu arrastando 
Sieglinda atrs dela.
        - Harry - Hagrid comeou, muito srio - eu no quero voc partindo o corao dessa 
menina. Eu no fui busc-lo naquele temporal para ver voc se tornando um pulha que 
namora todas as garotas da escola...
        - Hagrid... o que Willy te contou?
        - Nada, mas do jeito que ela saiu correndo quando te viu, e eu tenho visto voc perto 
dela... Harry, essa menina j sofreu muito, no a faa ficar pior...
        - E eu Hagrid? - Harry explodiu - Eu no sofri no? Voc sabia que Sirius e Sheeba 
esto desaparecidos? Que podem estar mortos? Voc j se tocou que TODO MUNDO QUE 
EU AMO ACABA MORRENDO OU SOFRENDO???? - Harry depois que saiu de perto 
de Hagrid, que ficou para trs balanando a cabea , achou que tinha descontado muito em 
cima do amigo, mas afinal de contas, ele era s um adolescente. Decidiu ento evitar Willy, 
afinal, tudo isso acontecera depois que ela entrara na sua vida.
        E parece que ela fizera o mesmo. Harry no a viu um nico dia at a vspera do 
jogo de Quadribol dela, e agora ele era um autntico pria... nem quando seu nome 
aparecera no clice de fogo acontecera isso: at Rony (que acabara de sair da ala hospitalar) 
e Mione estavam evitando-o. A nica coisa boa que aconteceu naquela semana, foi uma 
coruja cor de cereja que veio voando e largou o seguinte bilhete sobre a sua mesa:
        Harry, 
        Tenho uma boa notcia. Atravs de uma consulta com Mario Murad, o maior 
monitorador de energia mgica que existe, encontrei a energia de Sheeba e Sirius. Tudo 
indica que eles esto vivos, e sua capacidade mgica est plena, o que significa que esto 
bem. Provavelmente tm um bom motivo para estarem escondidos. Pelo que Mario me 
falou sobre a energia mgica global, eles tm mesmo motivos para isso, depois explico 
porque.  Aviso se os achar.
        Um abrao,                                                                                
                
        JR Lupin
        
        Harry suspirou aliviado. Neste momento notou duas meninas conversando, uma era 
alta e elegante, a outra baixinha e de rabo de cavalo, vestida feito um elfo domstico. Eram 
Cho e Willy. Harry reparou especialmente quando Willy, que parecia dar uma bronca em 
Cho, pegou o rosto da menina entre as mos comprimindo as bochechas e disse (ele leu os 
seus lbios): Afinal de contas, que espcie de garota fraca voc , hein?
        No dia seguinte, Sonserina enfrentou Corvinal. Para o espanto de todos, Willy agiu 
como se no quisesse pegar o pomo, e quando finalmente Cho o fez, Harry viu o sorrisinho 
maroto nos lbios dela. Sonserina perdera por inacreditveis 300 a 50. Depois desta lavada 
histrica e com Grifinria fora do preo, pela primeira vez em 60 anos, Lufa-Lufa e 
Corvinal iam decidir a taa de Quadribol entre si. E Harry no pde deixar de dar seu 
primeiro sorriso naquela semana.


CAPTULO 11 - RAPTO EM HOGSMEADE

        No dia seguinte, Harry foi a Hogsmeade apenas para no ficar mais sozinho do que 
j estava no castelo... sentia-se como parte da moblia: a Grifinria inteira o desprezava 
(justia seja feita, Neville falava com ele muito envergonhado). Ao chegar em Hogsmeade, 
comprou alguns doces na Dedosdemel e resolveu ir para o alto da colina da casa dos gritos 
e ficar comendo doces sozinho l, enquanto curtia a prpria depresso adolescente: Quem 
sabe eu no pego um feijozinho sabor veneno e morro logo... nada se perde, Harry Potter, 
o canalha que se aproveitou de uma menina um ano mais nova para dar vazo  ira de seus 
hormnios e que levou  vergonha todo o time da Grifinria, eu decepcionei todos... eu no 
presto - Tinha esses pensamentos extremamente felizes (para um dementador,  claro) 
enquanto olhava um coche negro, sem cavalo nenhum, parado na colina  frente.
        - Harry? - A voz de Willy o assustou.
        - Willy? - ele se virou e seu queixo bateu no peito. Willy estava parada na sua 
frente, mas no era Willy, o Elfo Domstico. Ela estava vestida em vestes mais justas, cor 
de ameixa, que deixavam ver como ela tinha um corpo de menina delicado, o cabelo 
castanho solto em volta do seu rosto, com reflexos dourados de sol. - Willy, porque voc 
est vestida deste jeito?
        - Harry, essa  minha tia Sarina - Ento Harry viu uma bruxa, que devia ser um 
pouco mais velha que Sheeba, com cabelos longussimos de um louro prateado (parecia 
muito uma Veela), olhos azul-acinzentados e um rosto que parecia feito de gelo, de to 
branco - Eu vou embora, Harry, vou visitar minha tia Artmis... parece que ela recobrou a 
memria. D para se despedir do Rony por mim?
        - Sua... tia?  Mas Willy... eu.. 
        - Harry? Harry Potter? - a bruxa pareceu extremamente interessada em Harry - Oh! 
Eu no vou embora de Hogsmeade sem tomar uma cerveja amanteigada com este menino - 
Harry no gostou muito dela, mas era uma das tias de Willy, e ele resolveu aceitar apenas 
para ser educado.  
        O Trs Vassouras estava numa confuso bem maior que a habitual, sua dona 
ganhara na loteria e arquitetos bruxos estavam por toda parte, tomando notas para o projeto 
de ampliao do bar. Chegou l e viu Rony e Hermione conversando sentados. Seus joelhos 
se tocavam por debaixo da mesa, ele estava cor de rosa e ela parecia engasgada com as 
palavras... Harry rezou para que estivessem se acertando, e sentou-se com a mulher e Willy. 
No conseguia conversar com Willy, que na presena da tia no s parecia, como tambm 
no era a mesma Willy, parecia feita de madeira, como um boneco. Ento Willy pediu 
licena para ir ao banheiro e deixou-o s com a mulher... ele no estava mesmo  vontade, 
ela parecia querer adul-lo... ele pediu licena, com a mesma desculpa de Willy e saiu 
rapidamente, escapando do bar lotado sem que a mulher o visse. 
        Viu ento que Willy corria povoado acima, rumo  casa dos gritos. Foi atrs dela e 
viu quando ela descia a colina e entrava no coche que ele vira mais cedo, e correu at ela 
bem a tempo de sentir que algum invisvel e muito forte o levantava pela nuca, quase 
arrancando um tufo de seus cabelos no processo, foi ento jogado dentro do coche sem 
dificuldade nenhuma para o oponente invisvel e bateu a cabea, ficando inconsciente por 
uns instantes. Quando voltou a si, Willy estava olhando-o com um olhar apavorado:
        - Harry... como chegamos aqui?
        - Voc no se lembra?
        - Eu estava no trs vassouras, lembro que disse alguma coisa e levantei, ento senti 
uma vontade louca de correr at aqui... eu ouvi uma voz que me disse: Sua me , se quer 
encontr-la entre no coche e quando dei por mim, voc estava sendo jogado aqui dentro... 
o que aconteceu?
        - No sei, mas vamos sair daqui, - disse - a porta est trancada, vou fazer um feitio  
de destrancar portas - pegou a varinha e disse:  - Alorromorra - mas nada aconteceu.
        - Oh, no - eu sei o que  isso... um coche isolado... deve ser muito antigo, no se 
fazem mais h pelo menos 100 anos!
        - E agora, Willy?
        Foi quando a porta do coche se abriu e Rony e Hermione foram jogados dentro, 
provavelmente pelo mesmo oponente.
        - Harry! Willy! O que vocs esto fazendo aqui dentro? - perguntou Hermione - 
como viemos parar aqui?
        -Vocs ouviram vozes? - perguntou Willy?
        - Na verdade, eu ouvi. Estava com Hermione no Trs Vassouras, quando ouvi uma 
voz que me disse que se eu e ela vissemos aqui.. deixa, esquece - disse Rony corando.
        - Vamos fazer um feitio para abrir as portas! - disse Hermione
        - No d! Eu tentei e no consegui, esse coche  isolado contra mgica!
        Ouviram um relincho. E o coche comeou a se mover, puxado por algum cavalo 
muito rpido.  Em pouco tempo estavam se locomovendo mais rpido que num automvel, 
apavorados, em pnico. Mas em menos de um minuto, foram sentindo-se tranqilos, como 
se estivessem sendo embalados por uma cano suave... Willy e Harry se olharam, sentindo 
os olhos muito pesados, uma moleza gostosa se espalhando pelo corpo, e aninharam-se um 
nos braos do outro, como bebs, Rony e Hermione fizeram o mesmo, e em menos de meio 
minuto, estavam dormindo profundamente, sem saber que rumavam para Londres.
        Harry no soube dizer quanto tempo dormira, mas quando acordou, estava to 
tranqilo, que nada no mundo podia faz-lo acreditar que estava num lugar maligno ou 
coisa parecida, a carruagem ainda rodava, e os outros dormiam, pelos vidros ele podia ver 
que estava anoitecendo, e no entendia como estava to calmo... passou de leve as mos 
pelo cabelo de Willy... e compreendeu que gostava dela, e que no deixaria ningum no 
mundo fazer nada com aquela menina... neste momento a carruagem parou, e todos os 
outros acordaram com um salto. 
        Passaram-se alguns minutos antes que uma voz amedrontadora comeasse a falar do 
lado de fora do coche, era uma voz profunda, gutural, como se viesse do fundo de um 
tmulo... Harry achou que aquela s podia ser a voz de um fantasma, ou de um morto vivo:
        - Eu sei que a forma com que vocs foram retirados do povoado no foi a mais 
correta e peo perdo a todos por isso. Tambm sei que minha voz provavelmente 
amedronta mais ainda vocs que as circunstncias, mas peo que confiem em mim: no sou 
um Death Eater...  para provar, deixo que vocs saiam da e me vejam, com suas varinhas 
na mo. Se no confiarem em mim podem fazer o que quiserem, eu s peo que no me 
julguem pela minha voz ou aparncia.
        A porta do coche abriu-se de um golpe, aos poucos eles saram de dentro do coche, 
sentindo o medo voltar... estavam na beira de uma floresta, a noite caa rpida e as rvores 
punham no cho sombras aterradoras, mais adiante, para completar o quadro lgubre, Harry 
pde divisar as silhuetas de tmulos... estavam perto de um cemitrio, e seu corao 
gelou... a ltima vez que estivera num cemitrio...
        Uma figura de mais de dois metros de altura, encapuzada, com os braos abertos 
estava diante deles, contra o resto de luz do pr-de-sol. Ele mostrava silenciosamente que 
no tinha varinha alguma, e eles no sabiam o que fazer, ento, o ser estranho, como se 
fosse um mgico de circo, levantou uma manga da camisa, depois a outra, mostrando a eles 
que realmente no possua a marca das trevas. Levantou seu rosto encapuzado, e 
lentamente desceu o capuz que o escondia. Willy deu um grito.
        Debaixo do capuz, mesmo cortado por uma cicatriz diagonal que ia de um lado ao 
outro do rosto, ela pde reconhecer o rosto de seu pai. Harry tambm gritou. Poucos metros 
atrs do homem, Sirius e Sheeba  saram de trs das rvores.


CAPTULO 12 - ATLANTIS FISCHER
        
        - Voc! - Willy apontou a varinha para o homem - eu vou te matar... VOC 
MATOU A MINHA ME, SEU MONSTRO! VOC A MATOU PARA REVIVER 
VOLDEMORT!
        - Expelliarmos! - Sirius disse, apontando para Willy. A varinha dela veio para sua 
mo e ele se aproximou dela - Willhemina, no julgue seu pai antes de conhecer a verso 
dele para os fatos... h  dois anos atrs, Harry, Rony e Hermione pensaram que eu era um 
assassino, mas ouviram minha histria - Sirius, que na frente da menina parecia ter bem 
mais que seu 1,95m de altura, levantou o rosto dela e disse, firmemente: - Seu pai tambm  
inocente.
        - Voc sequer me conhece! Quem  voc para me dar conselhos! Ele nunca me 
procurou! Ele nunca me disse que era inocente!
        - Mas eu te protegi de sua tia durante sete anos - o homem comeou a falar - at o 
dia que ela me descobriu e fez isso - disse apontando para a imensa cicatriz em seu rosto. 
Willy, voc ainda lembra de seu amigo, o Siegfried.... seu amigo invisvel, no lembra ?
        Willy repentinamente arregalou os olhos, lgrimas se formando ao redor deles, e ela 
ficou calada , respirando rpido como um bichinho, como fazia quando estava nervosa, 
como fizera quando Dumbledore perguntara se ela dissera a mais algum sobre o fogo 
sagrado.
        - Voc no  Siegfried... Siegfried no existe... eu o inventei pra esquecer que eu era 
rf... No tente me enganar... - Willy olhou em volta e buscou os olhos de Harry... mas foi 
Hermione que respondeu:
        - Willy. Lembra que eu posso farejar a verdade? Seu pai... ele  inocente. - 
Hermione, num gesto surpreendente, aproximou-se de Willy e a abraou, agora realmente 
Willy parecia ter bem menos que seus 14 anos... parecia uma menininha indefesa.
        - Muito obrigada menina... Agora, se vocs puderem ouvir a minha histria... Meu 
nome  Atlantis Fischer... e eu me formei em Hogwarts pela Sonserina no mesmo ano que 
seu pai e Sirius - Disse o homem, sua voz ainda era a voz de um morto. A expresso dos 
seus olhos lembrava algum a Harry - e eu nunca tive a menor atrao pelas artes das 
trevas... eu na verdade sempre quis pesquisar as grandes lendas... eu queria ser um 
historiador bruxo... apesar da rivalidade no Quadribol, eu e seu pai, Harry, fomos amigos... 
no tanto quanto ele era de Sirius, Lupin e ... melhor no falar nisso.
        - Quando eu entrei para a Sonserina, conheci duas meninas muito bonitas, um ano 
mais velhas... eram gmeas e as musas da casa: Sarina e Artmis Moore... elas tinham o 
olhar hipntico de uma Veela... no havia garoto na Sonserina, ou mesmo nas outras casas 
que no quisesse namorar Sarina ou Artmis... Quando eu estava no terceiro ano, a irm 
delas entrou para Hogwarts: Nuhra... sua me, Willy.
        - Eu creio que me apaixonei por sua me no dia em que a vi entrando, sempre 
escoltada pelas irms no expresso de Hogwarts. Eu nunca tinha visto algum com olhos to 
sinceros e francos... ela era dois anos mais nova que eu, mas eu esperei at que ela  
completasse quinze anos para dizer-lhe o que sentia... Ela era da casa de LufaLufa, e eu da 
Sonserina... uma relao inaceitvel, para os padres sonserinos, no pela rivalidade como 
a que sempre se alimentou com a Grifinria... mas pelo desprezo que muitos de nossa turma 
devotavam aos alunos de l. E eu era o capito da equipe de quadribol... O maior batedor 
que Sonserina tivera... - o homem baixou a cabea um segundo, antes de continuar:
        - Sua tia, Sarina, era a apanhadora do time...  mas s vezes eu desconfiava que ela e 
Artmis se revezavam durante o jogo, quando uma estava cansada, rodava atrs de uma 
rvore e a outra saa de l.. Sarina me considerava propriedade dela... eu tentei namor-la, 
mas no combinava com seu jeito ambicioso de querer poder, fora... ento, quando eu 
comecei a namorar sua me, ela e Artmis fizeram uma guerra, dizendo que eu no era para 
ela... ns terminamos, mas no dia da formatura dela, eu voltei a Hogwarts numa vassoura e 
a levei comigo... nunca mais ela veria as irms, at o dia em que voc nasceu, Willy. Eu 
estava muito feliz... alm de ter minha primeira filha, ainda teria novamente paz para 
pesquisar meu assunto favorito: o fogo sagrado. Aceitei o pedido de perdo de suas tias...
        - E elas apareceram na minha casa... Sarina  tinha sido uma Death Eater, mas 
ningum sabia, nem eu ou Nuhra... Artmis, que era mais fraca, nunca aderira ao grupo e 
nunca soubera o que a irm era... ela acreditou quando Sarina chamou Nuhra para sair um 
instante, uma volta apenas para distrair... eu no estava. Mas vi as duas saindo e as segui... 
Sarina trancou-se com Nuhra numa caverna, ela queria dar um corpo para aquele que no 
deve ser nomeado, ela queria que o corpo de Nuhra servisse a ele... ela submeteu Nuhra a 
um feitio, mas eu consegui abrir a caverna bem a tempo de impedir o fim do ritual... eu 
impedi a volta dele, mas sacrifiquei sem saber a vida de sua me... Sarina ento conseguiu 
sair da caverna e me deixar preso... eu fugi de l antes que a polcia do ministrio chegasse, 
mas Sarina j havia convencido a todos que eu sacrificara a nica mulher que eu amei para 
traz-lo  vida... 
        -Eu s pensava em voc, Willy, escondido nesta mesma floresta, de uma forma 
como ningum poderia achar-me, eu s pensava na minha filha... eu pensei que Sarina 
tivesse os mais horrendos planos para voc, ento, com minha capa de invisibilidade e 
umas outras coisas que salvara depois que fugi, eu conjurei um buraco no poro de nossa 
casa e morei l.  Eu saa o tempo todo vestindo a capa, e te vigiava o dia inteiro, aprendi a 
ser muito silencioso, Sarina no sabia de minha presena... ela guardava suas coisas do 
tempo de Death Eater no poro, e eu queria dar um jeito de denunci-la, para isso deveria 
ficar em silncio a maior parte do tempo, mas um dia, quando voc tinha quatro anos, eu 
no resisti... 
        - Voc comeou a descobrir o poro e querer brincar l... Willy, voc  muito igual 
a mim... a mesma curiosidade, a mesma disposio, aliada  criatividade que sua me 
tinha... eu comecei a falar contigo invisvel, e voc comeou  a trazer comida para mim, o 
que foi bom, no precisava mais arriscar-me na vizinhana para arrumar o que comer... 
estava apenas protegendo voc.... e as horas mais felizes do meu dia eram as que eu passava 
inventando histrias para voc...  eu virei Siegfried, e te fiz uma vassoura rudimentar, 
Sieglinda, lembra? Queria que um dia voc fugisse daquela casa... eu sabia que Sarina te 
incentivava a brincar no poro para despertar sua curiosidade pelos instrumentos das trevas 
que ela guardava l... mas eu no permiti, cerquei os artefatos de feitios de impedimento.
        - Quando voc chegou aos sete anos, eu quis te contar a verdade... mas na hora em 
que tirei a capa, Artmis, que vinha sempre ao poro verificar se voc estava perto dos 
instrumentos, que ela acreditava serem meus,  escutou um barulho... ela vinha ouvindo 
minha voz, que naquele tempo no era assim, h  algum tempo... e me flagrou sem a capa. 
Apavorado, lancei-lhe um feitio de memria, e sem querer puni para sempre uma 
inocente... 
        - Sarina ouviu o barulho e veio ver o que era... lanou-me um feitio de 
decapitao... mas desde que ela errara o feitio de trazer seu mestre de volta, nunca mais 
ela conseguiu acertar um feitio das trevas sequer... ela apenas feriu-me a garganta, cegou-
me um olho e me deixou essa cicatriz, para que eu lembrasse o que aconteceu... desaparatei 
ferido de l, levando apenas a veste do corpo e uma varinha, mas deixando para trs...
        - Uma capa de invisibilidade, uma veste velha de estudante de Hogwarts e Sieglinda 
- disse Willy, chorando - eu me lembro... eu achava que eram coisas que eu tinha achado e 
inventado que Siegfried me dera.... pai, me perdoa?
        - Se h algum que precisa de perdo sou eu, depois de sete anos sem te ver. - pai e 
filha se abraaram, chorando diante dos outros... Harry sentia um bolo na garganta , sabia 
agora quem Atlantis Fischer lembrava a ele... Sirius. Atlantis Fischer lembrava Sirius.


CAPTULO 13 - A VELHA PROFECIA

        Estavam todos no escuro da noite que comeava, mudos, quando Rony perguntou:
        - Desculpe se eu estou sendo chato, senhor Fischer... eu entendo que o senhor queira 
se entender com Willy... mas o que ns trs temos a ver com isso?
        - Essa  uma boa pergunta - disse Sheeba, que at ento estivera calada - mas ns 
vamos explicar tudo isso para vocs dentro da minha casa, vamos, ela est aqui perto.
        Foram andando pela floresta, afastando-se do cemitrio, numa clareira 
aparentemente vazia, Harry pode perceber um contorno tnue. Era a casa de Sheeba, 
camuflada entre as rvores, refletindo a paisagem. Entraram. A casa era a mesma que Harry 
conhecera por dentro, com a diferena que agora a decorao era mais sbria. Ao invs da 
paisagem conjurada de antes, a floresta podia ser vista l fora, clara como se estivesse 
iluminada por holofotes. Sentaram-se todos em uma grande mesa redonda, Willy puxou a 
cadeira para bem junto de seu pai, que comeou:
        - Quando aconteceu toda a tragdia em minha vida, eu estava fazendo um estudo 
avanado num instituto de pesquisa com o grande mestre em histria da magia Aristteles 
Hemerinos, o maior especialista em fogo sagrado de todos os tempos, tambm um grande 
estudioso do Halo Negro.
        - Halo Negro? - perguntou Rony.
        - O contraponto do fogo sagrado - disse ele - a lendria chama negra maligna, que 
no queima, e como o fogo sagrado, jamais se apaga. A fonte de toda energia mgica do 
mal. Extremamente sedutora e perigosa.
        - Ns dois nos prendamos a uma teoria de que, assim como Godric Griffindor e seu 
filho isolaram o fogo sagrado - Rony parecia no entender nada e Hermione murmurou 
depois eu te explico... - Tambm o halo negro havia sido isolado para nunca mais ser 
usado diretamente, ningum sabia quem o fizera, e at hoje ningum sabe.
        - E onde est o Halo Negro? - perguntou Hermione
        - Sirius esteve onde ele est. Numa cmara alta como um silo de moinho, contgua  
caverna onde vocs foram presos por Wormtail. Acredito que Voldemort j ps seus 
seguidores l, para evitar que ela seja isolada de novo.
        - Mas Dumbledore isolou a caverna, ningum alm de Sirius e eu pode entrar l! - 
disse Harry.
        - A caverna da fenda das grgulas tem trs nveis. O primeiro, onde fica o silo  do 
Halo Negro, tem uma sada para a superfcie que Dumbledore desconhece, eu a achei h 
quinze anos... foi a primeira que encontrei. No pude vigi-la sempre, o feitio que a 
isolava j estava bem fraco. Acredito que Wormtail tenha entrado l atravs dela.. O 
segundo nvel,  o labirinto por onde vocs entraram na caverna principal. E o terceiro,  o 
abismo. A entrada para ele fica aqui neste cemitrio, e o caminho termina  dez metros 
acima do fundo do abismo da fenda das grgulas. 
        - E o que ns temos a ver com tudo isso? - perguntou Hermione - e o que Sirius e 
Sheeba esto fazendo aqui?
        - Neste momento - Atlantis prosseguiu - a caverna principal est isolando o Halo 
Negro do Fogo Sagrado... sem querer Dumbledore conseguiu retardar o que Voldemort 
queria... ele no quer tomar o Fogo Sagrado. Ele quer extingui-lo. E neste momento, o Halo 
Negro est mais forte.
        Um silncio amedrontado caiu sobre a sala. A meno clara e simples que naquele 
momento o mal estava mais forte que o bem, gelava o corao de todos.
        - Mas... por que? - perguntou Harry - Por que o mal est mais forte que o bem?
        - Porque o Halo Negro est sendo manipulado, o que o torna muito mais perigoso. 
Se no fosse o feitio que Dumbledore ps na caverna, Voldemort j teria lanado o Halo 
Negro sobre o Fogo Sagrado, e todos os bruxos do bem da Terra perderiam o seu poder... e 
ele teria derrotado o bem.
        - Dumbledore sabe disso? - perguntou Harry.
        - Na verdade, o instinto do bem dele  to grande, que ele consegue fazer o que  
certo mesmo sem saber - Atlantis sorriu - ele nos deu tempo...
        - Tempo para qu?
        - Para cumprir a velha profecia...
        Neste momento, para o espanto de todos, Willy comeou a recitar versos:
         - Quatro coraes puros, 
             Quatro Jovens na pira sagrada
                O primeiro, o maior dos amigos
                O segundo, farejador da  verdade
                O terceiro, o corao da angstia
                O quarto, a mais pura expresso da bondade.
                
                Juntos renascero a chama
                Juntos a elevaro sobre o cu.
                Mas a luta, de apenas um  o destino.
                Depois de beber da taa oferecida
                H que manter o corao puro
                Para expulsar dele a chama maldita,
                O Halo Negro que pulsa nas trevas.
        Todos olhavam espantados para Willy, menos Atlantis.
        - Voc achou o livro, ento.
        - Achei, pai. Eu aprendi a ler lendo estes versos... eu nunca imaginei que seria parte 
dele... ns somos mesmo os quatro jovens?
        - Desde que encontrei a entrada para o abismo do fogo sagrado, eu vinha tentando 
comunicar-me com o Ggula que habita o fundo, sem sucesso. Eu no tenho o corao puro 
o suficiente para me aproximar do fundo do abismo, e ele com a asa quebrada no chegava 
at a mim... ento, h cerca de dois meses, ele veio at a mim, disse que o corao da 
angstia estivera no fundo do abismo, ele o reconhecera pois lhe fora dito que neste dia sua 
asa seria curada, ento ele me falou que o fogo estava morrendo e  pediu que eu procurasse 
Harry Potter. 
        - Eu tenho andado incgnito entre bruxos e trouxas h sete anos, escondido no nicho 
abandonado onde viveu mestre Hemerinos, morto h mais de dez anos... eu usava seu 
material, sua capa de invisibilidade e sua vassoura para viver e me transportar invisvel, o 
coche em que vocs foram transportados para c pertenceu a ele... Gamagliel me disse que 
Harry estava em Hogwarts, e eu fui para l escondido, e cheguei no dia do casamento de 
Sirius e Sheeba... eu sabia que Sirius seria confivel... ele me ajudaria a procurar os outros 
jovens... ento os segui na vassoura at a ilha onde eles passariam a  lua de mel... e l me 
pus incgnito de novo... estava pesquisando para saber a melhor hora de interpel-los.... 
quando a carta de Harry chegou, eu soube que era a hora.
        - Nos mantivemos escondidos pesquisando para que o segredo no vazasse... por 
isso eles no mandaram notcias para voc, Harry. Sheeba descobriu quem eram os outros 
trs, e para minha surpresa, um dos jovens era minha prpria filha...
        - A mais pura expresso da bondade... - Harry murmurou.
        - Creio que Sarina descobriu isso tambm... ela foi a Hogsmeade, provavelmente 
para levar voc e impedir que o feitio fosse feito na data certa... que  daqui a duas 
noites... temos que preparar vocs para o ritual... vocs vo faz-lo sozinhos, e quando 
finalmente ele estiver terminado, um de vocs vai enfrentar sozinho o mestre das trevas....
        - E qual de ns ser? - Hermione perguntou.
        - No podemos saber - disse Sheeba - o fogo sagrado no pode revelar o fim da 
profecia, que depende de uma escolha: deixar seu corao puro. Nem meu Toque de 
Prometeu pode atravessar este bloqueio.
        - E o que vamos fazer nestes dois dias? - Rony perguntou.
        - Relaxar e esperar - disse Sirius - Vocs tm trs adultos para cuidar de vocs.


CAPTULO 14 - RELAXAR E ESPERAR

        Atlantis levantou-se e disse:
        - O primeiro turno de vigilncia  meu, Sirius, leve-me para fora.  - Os dois 
levantaram-se e eles puderam ver que, assim que Sirius girou a chave da casa e eles 
aparataram do lado de fora, Atlantis transformou-se em um gigantesco cavalo negro, de 
crina sedosa e brilhante, com uma cicatriz a cortar-lhe a fronte e um olho cego. Sirius 
retornou e ele ficou galopando ao redor da casa. Ao retornar, Sirius disse:
        - Atlantis tambm  um animago no registrado. Esse  o tipo de coisa que  muito 
mais til se ningum souber que voc ... Muito bem, o que vocs querem fazer? Quero 
mant-los bem, no estou nem um pouco interessado em quatro jovens deprimidos 
acreditando que vo morrer... vamos ganhar esta parada, acreditem. - as caras no estavam 
muito animadas - Sheeba ento disse:
        - Meninas, eu vou fazer um jantar para ns.. venham me ajudar. - e as trs saram. 
Na mesma hora Rony virou-se para Harry:
        - Harry, eu acho que exagerei aquele dia com voc... eu conversei com Willy ontem 
depois do jogo...
        - E o que ela te disse?
        - Bem, ela disse que gostava muito de mim como amigo... e sabia que eu estava 
confundindo as coisas - Sirius olhava incrdulo para os dois:
        - Do que vocs esto falando?
        - Harry beijou Willy e... - Harry quase socou Rony, isso  coisa que se fale na frente 
de um adulto?
        - Voc beijou Willy, Harry? - Sirius abriu um sorriso franco - Acho que voc est 
ficando muito parecido com seu pai...
        - Sirius, eu no beijei Willy... quer dizer, pelo menos no fui eu que tomei a 
iniciativa... mas eu fiquei me sentindo culpado, afinal de contas tem a Bianca e...- Sirius 
deu uma gargalhada:
        - Harry... voc s tem quinze anos... o que aconteceu entre voc e Bianca foi s uma 
coisa rpida... coisa de adolescente... Voc acha que seu pai namorou s sua me?
        - No?
        - No! Claro que no! Tiago aproveitou muito bem o fato de ser capito do time de 
Quadribol e a popularidade que isso lhe trouxe antes de sossegar com Llian... E sua me 
tambm teve os namoricos dela antes de Tiago... comigo e Sheeba foi a mesma coisa. 
Harry, ter quinze anos pode parecer, mas no  o fim do mundo...
        - Quem dera eu tivesse alguma dessas grandes qualidades para me aproveitar delas... 
- Rony estava muito contrariado.
        - Rony,  Hermione, no ? Voc adora Hermione, est escrito isso na sua testa... - 
Rony ficou to vermelho quanto seu cabelo.
        - , mas acho que ela no gosta de mim... ela no parece gostar...
        - Voc j perguntou isso para ela?
        - No, Sirius, com que cara eu iria perguntar... eu at tentei ser como voc e tomei 
poo de ps inquietos para danar com ela a noite toda no seu casamento...
        - Eu notei... - Sirius disse divertido
        - Mas eu no tenho o grande charme de Sirius Black, e no sou o garoto que vive 
escapando da morte, como Harry...
        - Rony, a coisa que eu mais detesto em um cara  a autopiedade... Hermione adora 
voc, ela s est esperando que voc tome uma iniciativa... ela  incrivelmente tmida, no 
tem a vivacidade de Willy, no  mesmo Harry?
        - Sirius, d para voc me deixar fora disso? - disse Harry contrariado.


        Mais tarde, depois do jantar, Sirius e Sheeba fizeram que eles se recolhessem, e 
Sirius rendeu Atlantis na vigilncia, transformando-se em co para vigiar a casa. No quarto 
das meninas, Hermione penteava os cabelos e Willy a observava, deitada de bruos na 
cama, com os cotovelos apoiando o queixo.
        - Hermione, voc sabia que o Rony gosta muito de voc? - Hermione ficou 
vermelha .
        - Eu tambm gosto dele... ele  meu amigo.
        - Ah, Hermione... voc sabe o que eu estou falando, no d uma de boba... 
        - Olha Willy... eu gosto dele mesmo... mas eu no sei o que eu fao quando estamos 
juntos... eu no sei. Eu queria que ele fizesse alguma coisa... 
        - Ih... isso ento no vai sair nunca...
        - Olha, Willy, eu acho que a gente tem coisas mais importantes para pensar agora... 
daqui a dois dias...
        - Daqui a dois dias vamos entrar naquele lugar e enfrentar a morte... voc quer fazer 
isso numa boa ou se arrependendo de tudo que no fez?
        - Eu no penso nisso...
        - Ah, voc pensa sim, voc pensa o tempo todo... voc morria de cimes de mim... 
at aquele dia na sala do professor Dumbledore, n? Voc viu algo mais nos meus olhos 
naquele dia... kakaka. Eu no esperava que isso me trasse. - Hermione parou de pentear os 
cabelos e encarou Willy:
        - Willy... h quanto tempo? H quanto tempo voc gosta do Harry?
        - Quer mesmo saber? H dois anos.
        - Dois anos??? Mas a gente nem se conhecia h dois anos....
        - Voc no me conhecia... mas eu conhecia vocs... eu sempre andei com minha 
capa de invisibilidade dentro da mochila... eu me escondia para vigiar os outros. Eu tinha 
uma espcie de, sei l, pnico de gente... eu tinha raiva do Harry, muita raiva... eu 
acreditava no que eu escutava na Sonserina sobre ele... que ele era um metido, que se 
achava muito bom... ento eu comecei a ter preferncia por segu-lo... eu comecei a gostar 
dele no dia em que ele conjurou um patrono para espantar o babaca do Malfoy e seus 
capangas... voc lembra? Eu estava sentada na Sieglinda, com a capa me cobrindo... eu sei 
que conjurar um patrono no  fcil... eu sabia que ele tinha aprendido para se proteger, e 
eu voltei a admir-lo... engraado que eu sou muito parecida mesmo com meu pai, andando 
invisvel por a para vigiar os outros.
        - Isso no  certo, Willy.
        - O que meu pai fez foi errado?
        - Bem, no, mas ele fez isso para te proteger, no para fofocar a vida dos outros - 
Hermione viu a cara que ela fez e se arrependeu - Voc nunca fez nada como olh-lo 
quando ele estava no banho, no ? - Hermione parecia chocada.
        - Kakaka! Hermione, eu gosto dele mas no sou nenhuma tarada. Que idia... eu 
sempre tive insnia, e saa  noite escondida na capa para passear pelo castelo... minha sala 
favorita era a de transformao... na noite antes daquele jogo eu estava l chorando. 
Achando que o professor Dumbledore no confiava em mim porque meu pai era um Death 
Eater... ento, Harry apareceu.. eu sempre achei que ele me detestava, mas quando ele me 
disse que eu era legal, quando a gente chorou junto... eu no agentei, Hermione... eu dei 
um beijo nele... eu nunca tinha beijado ningum, no sei como eu fiz isso... quando eu vi, j 
estava fazendo.
        - E a, como foi?
        - Kakaka! Sua curiosa! Foi timo... foi muito gostoso... mas eu fiquei com 
vergonha, o que ele ia pensar? Sa correndo da sala, achei que ele fosse atrs de mim, mas 
ele no foi,  eu voltei invisvel e vi que ele ficou l, arrependido... a quem se arrependeu 
fui eu... fiquei com muita raiva dele. Mas no sa de l, o segui e vi quando ele falou com 
Neville sobre a tal veste... achei que todos foram muito injustos com ele... mas eu no gosto 
mais dele, s como amigo... ele tambm no gosta de mim e esse assunto est encerrado. 
Esquece t?
        - Eu no falei nada - Hermione voltou a pentear os cabelos e Willy enfiou a cabea 
nos travesseiros.
                        

CAPTULO 15 - A ENTRADA DA FENDA

        Os dois dias passaram incrivelmente rpido. Quando viram  estavam no entardecer 
do dia em que entrariam na fenda do abismo... Harry sentia-se estranhamente calmo... era 
sua obrigao, no era? Ele tinha de fazer... eram seis horas quando Atlantis, Sirius e 
Sheeba os levaram para o cemitrio, as sombras comeavam a cair sobre o lugar, uma 
nvoa esbranquiada e brilhante cobria o cho... deslocavam-se entre os tmulos ouvindo 
sussurros, mas seguindo a orientao de Atlantis de no olhar para os lados. Chegaram a 
um mausolu, quase do tamanho de uma casa. Sobre um portal de mrmore o nome da 
famlia a que pertencia: HEMERINOS.. Um uivo cortou o silncio. Sirius virou-se na 
direo em que viera e disse:
        - Atlantis, rpido, abra o portal e leve-os.
         Pouco alm do ltimo tmulo, uma fileira de lobos enormes e cinzentos se 
aproximava lado a lado, com certeza eram iniciativa de Voldemort. Atlantis abriu o portal 
rapidamente e os jovens entraram, e antes que Sheeba entrasse Sirius puxou-a e deu-lhe um 
beijo rpido, bruto, em silncio, ento sorriu-lhe e disse:
        - Cuide deles - Harry ainda viu ele dar um sorriso selvagem para ela e dizer: - No 
se preocupe, dementadores so muito piores. 
        O portal comeou a se fechar e Sirius se transformou em co. A ltima imagem que 
viram dele foi erguendo-se sobre as patas bem a tempo de repelir um lobo que saltou na 
direo do portal. Harry olhou Sheeba e viu que ela tinha lgrimas nos olhos, mas ainda 
assim disse:
        - No se preocupe, Harry, Sirius sabe lutar muito bem.
        Harry virou-se e viu uma fileira de tmulos na parede, e um maior no centro, a sua 
tampa era uma escultura de um bruxo deitado, parecia incrivelmente pesado, mas Atlantis 
puxou-a sem dificuldade alguma e disse: 
        - Entrem. - eles entraram e deslizaram mais ou menos dois metros para dentro de 
uma caverna escura, no se via um palmo adiante do nariz. Acenderam as varinhas e 
esperaram Sheeba e Atlantis, que selara o tampo do tmulo com um feitio. Ento ele foi  
frente e deixou que Sheeba viesse atrs, fechando o grupo. Andaram por algumas horas, em 
silncio, o tnel era frio. Atlantis tinha que andar abaixado  frente deles, pois sua cabea 
batia no teto... Havia um sentimento de angstia em torno deles... Rony disse em um 
momento:
        - No est certo... isso est fcil demais...
        O tnel virava bruscamente para a direita, havia um espao largo com uma porta 
lateral.
        - Agora vamos passar bem embaixo de uma rua, temos que andar vinte metros 
dentro de um esgoto, no se preocupem, vou conjurar uma passarela para que vocs no 
pisem na gua imunda - disse Atlantis e sumiu pela porta, minutos depois apareceu, 
chamando-os. Harry passou pela porta e pde ver que era uma galeria de esgoto larga e alta. 
Olhou para o teto e viu que havia um bueiro bem acima do ponto central da galeria. Pelo 
canto, havia uma passarela estreita, conjurada por Atlantis, ele selou a porta depois que 
todos passaram e disse: 
        - Corram! Esse  o ponto mais vulnervel do caminho!
        Eles correram, com Sheeba e Atlantis atrs. Quando passavam no centro da galeria, 
a tampa do bueiro foi arrancada e Harry viu cair dentro da galeria uma bola negra que ao 
tocar o esgoto comeou a crescer. Rony gritou, e de dentro da gua imunda emergiu a 
maior aranha gigante que Harry j vira... Sheeba parou e disse a Atlantis:
        - Sele a galeria! Eu cuido disso! - Eles correram e Harry ainda viu a aranha saltando 
sobre Sheeba, no exato instante em que a passarela conjurada desapareceu. Eles saltaram 
dentro de uma passagem, e deslizaram para um lugar mais baixo, houve um claro e 
Atlantis fechou a passagem. Eles olharam adiante e viram que estavam em um trecho em 
descida, que comeava suave, mas parecia que se tornava brusco mais  frente, como um 
largo tobog. As paredes eram de pedra, cobertas por uma camada de musgo branco e 
brilhante... eles comearam a descer, e ao chegar no ponto onde deslizariam, Atlantis deu a 
cada um uma esteira larga, que conjurou de dentro das prprias vestes. Ele disse:
        - Desam e me esperem l embaixo. Este lugar ainda est muito prximo da 
superfcie e o Death Eater que conjurou aquela aranha ainda deve estar por perto.   
        Eles desceram deslizando pela rampa, quando Harry ouviu um estrondo e olhou 
para trs. Uma avalanche de terra acabara de cobrir Atlantis, um buraco se formara acima 
dele, e por ele Harry viu descer uma bruxa loura como uma Veela... Sarina. Ela montou 
numa vassoura, e veio descendo na direo dele, ao mesmo tempo que a avalanche vinha, 
quase os alcanando. Harry viu a bruxa apanhar Willy, que se debatia, ela descia mais veloz 
que eles vai fazer a curva l embaixo, pensou Harry. Ele ento apontou sua varinha e 
gritou:
        - Impedimenta!!!!! - Atlantis tinha razo quando dissera que Sarina j no era uma 
boa bruxa, o feitio a atingiu e Harry viu que ela caa da vassoura e rolava junto com 
Willy... a avalanche repentinamente parou no meio da galeria Atlantis fez alguma coisa 
pensou Harry , ento ele olhou para frente e viu que quem parara a avalanche no fora 
Atlantis e sim Willy, que estava no fim da rampa com os olhos duros, brilhando, olhando 
para a tia, cada no cho. Hermione atingiu o fim da rampa primeiro, e conjurou fortes 
cordas em Sarina, Rony e Harry a seguiram, Harry levantou-se e abraou Willy, que estava 
parada olhando com raiva para a tia, amarrada.
        - Voc... eu sempre achei que voc no me amava, tia... agora voc matou meu pai, 
assim como matou sua prpria irm. VOC  UM MONSTRO!
        - Isso, Willy, me odeie, corrompa seu corao, afaste-se do fogo sagrado... no me 
decepcione, eu sempre soube que voc no seria pattica como seu pai, nem fraca como sua 
me... eu te preservei, Willy, eu podia ter pego seu corpo para reviver o mestre, mas te 
poupei...
        - No dai ouvidos a ela - Uma porta se abrira e por ela passou Gerrd, a grgula - 
ela quer afastar-vos do fogo sagrado. No a odeie. Ela no merece o dio de vosso bondoso 
corao. 
        - Ol, Gerrd! - disse Harry - no esperava te ver to cedo.
        - Jovem Harry Potter merece a esperana de Gerrd - disse a grgula - agora, sigam 
em frente com Gerrd.
        - Espere, Gerrd! - uma voz gutural falou de trs da avalanche, Harry viu quando 
algumas pedras deslocaram-se e Atlantis saiu de trs delas. Ele deslizou suavemente at 
eles e abraou Willy, que correra ao seu encontro.
        - Eu volto daqui, ele disse acariciando os cabelos da filha, vou selar esta porta e 
fazer o caminho de volta, levando sua tia presa. Quando isso tudo acabar, ns ficaremos 
juntos - Harry pode notar que embora estivesse firme, Atlantis tinha um brao quebrado, 
provavelmente ele fizera algum feitio para que a avalanche no o machucasse, mas no 
rpido o suficiente. Eles passaram pela porta, e viram-na ser selada pelo outro lado. 
Estavam numa caverna estreita. Haviam atingido a entrada da fenda


CAPTULO 16 - FOGO SAGRADO, HALO NEGRO

        Os quatro jovens olharam-se apreensivos: no lhes ocorrera que eles deveriam 
entrar na fenda apenas na companhia da Grgula.  Gerrd olhava-os com as pupilas 
escavadas dos seus olhinhos de pedra com um respeito e admirao que eles no 
imaginavam merecer. Ele abriu seus grandes braos, desproporcionais como os de um 
macaco e disse:
        - Agora, Gerrd leva jovens at a pira, dois de cada lado... depois Gerrd volta, no 
pode assistir ritual sagrado. No precisar temer, em 1500 anos, Gerrd no desaprendeu a 
voar. Mas jovens deixar varinhas aqui, mgica de fogo no precisa delas - e eles 
entregaram-lhe suas varinhas. 
        Aninharam-se entre os braos da grgula e ele pulou, planando com uma leveza 
surpreendente para quem pesava uma tonelada de pura pedra. Em poucos segundos estavam 
no cho, a pouco mais de seis metros do poo de areia movedia onde Harry cara menos de  
dois meses atrs. Gerrd disse:
        - Jovens seguir a luz, Gerrd leva vocs l... - e foram andando atrs do grgula, 
firmes e calados. Willy ainda olhou Harry com seus olhos de bichinho, mas ele sorriu-lhe e 
ela pareceu ficar mais tranqila. A fenda fazia uma curva, onde Harry viu a fonte onde 
Gerrd o levara para se limpar quando ele cara ali, da outra vez... sentiu-se um pouco 
apreensivo, afinal de contas desta vez no tinha sua roupa protetora... lembrou-se das 
palavras de Gerrd: Muitos caram aqui, mas s o primeiro a sobreviver... E Roderic 
Griffindor, no sobrevivera?
        Chegaram a um lugar amplo, bem no meio da fenda, que ainda se estendia muito 
adiante. Havia uma enorme pira cncava, dourada e coberta de cinza, talvez a casa de 
Sheeba coubesse inteira dentro dela e ainda sobraria bastante espao. No centro da pira, 
ardia uma chama fraca sobre brasas vermelhas... parecia que o fogo ardera muito, muito 
intensamente e agora s havia restado um pouco da cinza e brasa. Gerrd disse:
        - Jovens dever confiar na sabedoria do fogo, ficar bem... - Deu a cada um uma tocha 
apagada e uma taa dourada vazia e foi andando com seu jeito meio torto, sumindo na 
curva. Eles se olharam e ficaram parados, sem saber o que fazer. Do centro da pira puderam 
ouvir uma voz, que disse:
        - Ronald Weasley!  - continuou a voz - Voc  o maior dos amigos, tome seu lugar - 
acendeu-se um quadrado no cho, no ponto leste da Pira - Hermione Granger, a farejadora 
da verdade - acendeu-se um quadrado no ponto oeste, para onde Hermione foi - Harry 
Potter, o corao da Angstia, assuma seu lugar - Harry foi para o norte - Wilhemina 
Fischer, a mais pura expresso da bondade, s resta voc. - Willy colocou-se ao sul da pira, 
e os quatro ficaram esperando que alguma coisa acontecesse. A voz ento prosseguiu.
        -Ronald Weasley, Hermione Granger, Harry Potter, Wilhemina Fischer. Vosso 
corao  puro, sois toda a expresso da lealdade, verdade, sacrifcio e bondade. Sois o 
valor desta chama - as tochas acenderam-se - Usem sua fora, faam renascer o fogo 
sagrado. - Ao mesmo tempo, sem que tivessem sido orientados para isso, eles atiraram as 
tochas no centro da pira, e algo realmente surpreendente aconteceu. 
        Um som suave encheu o ar e Harry reconheceu-o: canto de fnix. Uma fnix 
enorme surgiu de dentro da pira e abriu suas largas asas, levantando vo sobre eles. Harry 
viu com espanto que agora suas taas estavam cheias de um lquido incandescente que 
parecia lava de vulco, que no entanto no parecia esquentar a taa. A Fnix pousou no 
centro da pira e quase instantaneamente transformou-se em um rapaz alto, de cabelos cor de 
cobre,  longos, tranados e olhos azuis. Usava algo que parecia uma armadura e estava 
diretamente de frente para Harry. Olhou-o nos olhos e disse:
        - Tu sers o escolhido. Beba da taa. 
        Harry bebeu. Automaticamente sentiu como se um fogo estivesse sendo aceso 
dentro dele. No centro da pira, a chama avivou-se e cresceu um pouco. O jovem olhou-os e 
disse:
        - Bebam tambm agora!- transformou-se ento na fnix novamente, e levantou vo.
        Os outros beberam e Harry sentiu que seus ps saam do cho, eles estavam subindo 
pela fenda na velocidade de uma queda, e na subida, iam se aproximando at que deram-se 
as mos e ouviram uma voz:
        - Eu, Roderic Griffindor, dou a vs o poder do fogo sagrado. Se deixares  seu 
corao puro, jamais o perdero. - A Fnix desaparecera.  O topo da fenda se aproximava. 
Harry sentia ainda o fogo dentro de si, ento, viu a grande caverna diante de seus olhos. 
Uma  abertura enorme, que antes no estivera l, aparecia no fundo dela, por onde entravam 
chamas negras e cinzentas que subiam pelas paredes, como se l fosse a boca de uma 
fornalha negra. E no centro desta fornalha, havia a silhueta de um bruxo alto e plido, que 
Harry conheceu logo: l estava Lord Voldemort.
        - Eu deveria imaginar que seria voc - ele disse - Eu estive esperando por todo este 
tempo, desde que voc me lanou no abismo e eu senti a presena do fogo sagrado. - Ele 
ergueu uma das mos e lanou uma chama negra que atingiu o peito de Rony, que estava 
como os outros, flutuando sobre o abismo, de mos dadas a Harry. A chama o atingiu, e ele 
brilhou como se estivesse sido revestido de fogo. O Halo Negro retornou a Voldemort, que 
riu e disse: - No pense que beber do fogo salvar vocs... eu sou um bruxo mais forte, 
poderoso e experiente. - Harry sentiu que era a hora, e disse: 
        - Escolha um de ns para lutar. - Harry sentia-se confiante.
        - Pois bem, eu escolho a jovem Wilhemina Fischer. - Harry gelou por dentro. 
Roderic Griffindor dissera-lhe que ele seria o escolhido, como agora Voldemort escolhia 
Willy?
        - Eu no tenho medo de voc - Willy disse isso e foi voando pelo ar at prximo de 
Voldemort, ele lanou-lhe uma chama negra, ela estendeu um brao involuntariamente e de 
suas mos saiu um jato de chamas, que a assustou, mas atingiu Voldemort no peito, e foi 
repelida pelo Halo Negro, Willy percebeu que podia controlar o fogo, e lanou-o contra 
Voldemort.
        Harry disse aos outros:
        - A profecia deve estar errada, vamos ajudar Willy! - mas parecia que estavam 
presos no lugar, sequer conseguiam mexer os braos... Harry sentia medo que algo 
acontecesse a Willy, que lutava com bravura, mas no parecia poder vencer Voldemort. 
Harry ento percebeu algo que no sentira ainda: sua cicatriz no doa. Estava diante de 
Voldemort e a cicatriz no doa... Mas Voldemort parecia saber como o atingir, escolhera 
Willy, a cicatriz no doa, mas seu corao... estava cheio de angstia e ele notava que 
Willy parecia cada vez mais fraca, e pensou: No, no, ela no pode ser morta por ele, no 
pode... eu preciso fazer alguma coisa. Eu a amo. 
        Ento, aconteceu. Seus braos se soltaram, e ele sentiu como se seu corpo estivesse 
sendo arremessado para frente, direto para a direo de Voldemort. Suas mos bateram no 
peito do bruxo, e ele sentiu que elas ficavam grudadas l..  O peito de Voldemort parecia 
feito de gelo, era frio e estava envolvido pela chama escura do Halo Negro, que se 
concentrava onde as mos de Harry o tocavam. O Bruxo comeou a gargalhar e falou, na 
sua voz gelada:
        - Harry Potter! Isso mesmo, sinta a fora de seu dio por mim... odeie-me, odeie-me 
porque eu matei seu pai, odeie-me porque matei sua me, queira me matar Harry, deseje, 
Harry, deseje minha morte... 
        - Eu nunca desejei algo tanto como desejo isso, Voldemort! Harry sentiu uma onda 
fria percorrer o seu peito. Ouviu um barulho, e viu que no fundo do abismo Hermione e 
Rony despencavam. Mais adiante, Willy caa ao cho, com um grito. Ele voltou seu rosto 
para Voldemort, percebendo o triunfo nos olhos vermelhos do bruxo. A sua cicatriz 
comeou repentinamente a doer. Ento, ele soube.. ele soube exatamente o que desejava. 
        - No, Voldemort! Eu no vou corromper meu corao. Eu no desejo que voc 
morra, quero apenas que ELES vivam, porque eu os amo, como meus pais me amaram. 
        Sentiu seu corpo esquentar, sentia o calor brotando em suas mos, uma luz 
incandescente brotou por baixo de seus dedos. Na fenda atrs dele, uma chama imensa 
surgiu, o fogo sagrado brilhando em todo o esplendor de sua plenitude acabara de ocupar 
cada centmetro do abismo s suas costas. Voldemort olhou-o e ele viu que o bruxo o temia, 
debaixo de suas mos, as vestes de Voldemort pegaram fogo. Agora ele entendia, ele 
realmente era o escolhido. Seu corpo foi arremessado para trs, na direo das chamas do 
fogo sagrado, Willy vinha logo atrs dele, arremessada tambm. Voldemort desapareceu e 
ele viu quando a entrada da caverna onde estava o Halo Negro se fechou com um estrondo.  
Quando ele e Willy atingiram as chamas, Harry perdeu a conscincia.


CAPTULO 17 - PELA SOMBRA DA FLORESTA

        Harry sentiu a luz movendo-se fora de seus olhos fechados e acordou. No estava 
mais na fenda das grgulas, mas estendido dentro da pira onde Roderic Griffindor surgira 
antes. E o fogo ardia intensamente. Levantou-se de um salto, e viu Hermione, Rony e  
Willy deitados tambm, inconscientes. Roderic Griffindor estava de p no centro da pira, 
sorrindo para ele. Eles estavam dentro do fogo, mas o fogo no os queimava.
        - O bruxo que tocou o Halo Negro foi repelido, e cmara do silo foi selada 
novamente. Harry Potter, ele o escolheu. Como sempre, ele o escolheu e escolher sempre. 
Ele sempre tentar ating-lo atravs daquilo que voc mais ama. Lembre-se disso, e lembre-
se tambm que nunca o vencers usando as armas que ele usa. Se ele usa dio, use o amor, 
se ele usa o medo, use a sua coragem. - Roderic ps as mos em seus ombros - Estou no 
poder deste fogo, como todos os bruxos e bruxas que agiram para o bem durante todos os 
sculos da histria da Magia esto. Mantenha seu corao puro e no o abandonaremos 
nunca. O rosto do jovem fundiu-se s chamas, e Harry de repente no estava mais na pira, e 
sim deitado no cho em frente  ela ao lado de Rony, Hermione e Willy. Eles tambm 
haviam acordado e olharam-se satisfeitos. 
        - Voc venceu, Harry - disse Hermione, sorrindo.
        - No, ns vencemos. Eu s pude expulsar Voldemort porque vocs so meus 
amigos, e eu amo vocs. E Willy, voc lutou com muita bravura.
        - Eu no tenho mais medo dele, Harry. Eu nunca mais vou cham-lo de o que no 
deve ser nomeado, porque eu o enfrentei e sobrevivi, graas a voc.
        - E a voc tambm - disse Harry - se eu no te... se eu no gostasse tanto de voc, 
isso no teria sido possvel.
        - Como samos daqui? - Rony parecia bastante preocupado - Que eu me lembre, 
todas as sadas agora esto seladas, lacradas, bloqueadas... o que faremos?
        - Desejem - a voz de Gerrd soou atrs dele - Apenas desejem e o fogo far o resto.
        - E Sirius, Sheeba e Atlantis?- perguntou Hermione - como os encontraremos?
        - Desejem apenas. Dem-se as mos e desejem. E no esqueam isso. - O grgula 
entregou-lhes suas varinhas e eles deram-se as mos novamente.
        - Ento - disse Rony -  vamos desejar sair daqui, encontrar Atlantis, Sirius e Sheeba.
        Mal ele acabou de falar, estavam de volta ao cemitrio por onde haviam entrado. 
Uma luz cinzenta indicava que estavam perto da hora de nascer o sol. Por todos os lados 
viam-se corpos de lobos mortos, mais de uma dzia. Sirius estava deitado apoiado no colo 
de Sheeba, tinha cortes por todo corpo e estava coberto de sangue, mas olhava Sheeba  com 
um olhar apaixonado e agradecido. Sheeba acariciava-lhe os cabelos, ela tambm tinha 
ferimentos pelo corpo, parte de suas vestes estava rasgada e manchada de uma substncia 
verde, talvez veneno de aranha. Atlantis estava ao lado deles, segurando Sarina amarrada, 
ele tinha conjurado uma tipia para o prprio brao. Ao verem os jovens, os trs gritaram 
ao mesmo tempo, Sirius tentou levantar-se, mas fez uma careta de dor, Sheeba apoiou-o e 
eles levantaram-se juntos, s ento Harry notou que ele tinha uma perna e um brao 
quebrados, e no era para menos, afinal matara uma dzia de lobos. Sheeba por sua vez 
tinha ao longo da perna um corte profundo, mas no parecia envenenada. Todos 
comearam a falar ao mesmo tempo. 
        Foi Rony que acabou contando como tudo se resolvera depois que haviam chegado 
 pira, Harry ficou sabendo ento que ele e Hermione haviam cado cerca de cem metros 
quando ele os viu despencar, mas sua mudana de atitude fez com que eles parassem de 
cair e ficassem suspensos no meio do abismo, enquanto as chamas que subiam os 
atravessavam, sem queim-los.  Enquanto ele contava a histria, Willy lia as inscries das 
sepulturas, curiosa, por ver que estavam num cemitrio bruxo. Foi neste momento que uma 
grande sombra cinzenta saltou sobre ela e a tirou do cho. Todos se viraram para ver uma 
bruxa alta, com aspecto de Veela. Ela apontava a varinha para o corao de Willy.
        - Solte minha irm, Atlantis!
        - Artmis! No faa isso! O que deu em voc? Eu sei que voc acaba de recuperar a 
memria mas entenda que Sarina...
        - Eu no sou Artmis, imbecil, eu sou Sarina. E se voc no solt-la agora, eu mato 
Willy - Willy olhava apavorada para o pai. - Realmente, Atlantis, voc parece que nunca 
soube que eu e Artmis sempre gostamos de trocar de lugar, lembra de como voc percebeu 
isso?
        - Mas Artmis estava no Hospital...
        - Ela recuperou a memria h dois anos! Ns vnhamos mantendo a farsa para te 
manter longe, pelo menos at Willy se formar... seu sentimento de culpa era muito til, 
afinal voc pensava que tinha desmemoriado uma inocente, jamais se aproximaria de Willy 
enquanto ela achasse que voc fora o culpado... Ento fomos informados pelos outros 
Death Eaters que o fogo sagrado havia sido encontrado e que voc tinha sido visto aqui 
perto. Resolvemos esconder Willy, mas voc foi mais rpido e  esperto... Voc foi uma 
pssima influncia para ela, tornou-a fraca e pattica como a me dela.
        - Nuhra no era fraca, ela era boa, e voc tinha raiva dela.
        - Raiva? Eu tinha dio de Nuhra! Eu e Artmis ramos muito mais populares que 
ela, mas voc tinha que se apaixonar pela boazinha, no  mesmo? Eu te amava, Atlantis. 
Eu achava que voc era como eu, mas voc tinha que estragar tudo preferindo Nuhra...
        - Isso no  verdade, Sarina, voc sabe o que aconteceu!
        - Era para ser s uma brincadeira, voc no podia ter levado  srio... eu troquei de 
lugar com Artmis porque ela queria saber como voc beijava! Voc que se ofendeu e no 
quis mais saber de ns!
        - Largue minha filha, Sarina!
        - Larg-la? No, voc no est em posio de negociar, Atlantis... veja, trs bruxos 
feridos e trs garotos... quem tem a vantagem? - Willy estava parada, mas repentinamente 
deu um safano na tia e correu na direo da floresta, Sarina ento a seguiu e , sem saber 
como, Harry se viu correndo atrs dela, no caminho ia pulando os troncos de rvores que 
Sarina ia derrubando com feitios quando passava, repentinamente abriu-se uma clareira  
sua frente, Sarina tinha desaparecido. Uma faca veio voando na sua direo e cravou-se no 
seu ombro direito. Harry caiu de joelhos sentindo a dor irradiar-se pelo seu brao, tirando-
lhe o flego. Parecia que a faca era feita de gelo. Sarina saiu de trs de uma rvore, rindo.
        - Eu vou matar Harry Potter...isso far de mim a maior entre os seguidores do 
mestre... desta vez no vou errar meu feitio de decapitao...
        - Expeliarmos!! tonos! - Harry viu a varinha de Sarina voar na direo da orla 
oposta da clareira e a bruxa cair. E repentinamente viu cordas serem conjuradas, 
envolvendo a bruxa. Olhou para a direo de onde viera a voz e viu Rony  vindo em sua 
direo.
        - Agenta firma, Harry... sabe o que ajuda na hora de enfrentar esses viles? Eles 
sempre acabam falando demais...
        - Acho que a faca no pegou nada importante...  obrigado, Rony.
        - No precisa agradecer cara, no se esquea que eu sou o maior dos amigos. 


CAPTULO 18 - A VOLTA PARA HOGWARTS

        Dois dias depois, Harry e Sirius eram os nicos que ainda estavam internados no 
Hospital St Mungos, Sheeba e Atlantis no haviam se ferido com gravidade, mas ele e 
Sirius precisaram de tratamento, Sirius precisou de vacina contra doena do Lobisomen e 
Harry de um contrafeitio por causa da faca amaldioada que se cravara em seu ombro. 
Mas o tratamento fora rpido, j estavam muito bem . Estavam sozinhos no quarto, um ao 
lado do outro. Todos os outros tinham ido assistir o julgamento de Atlantis.
        - Sirius, uma coisa eu no entendi... como as tias de Willy descobriram a entrada 
para a caverna naquele cemitrio?
        - Cemitrios bruxos so pontos de encontro de Death Eaters... se algum deles viu 
Atlantis  naquele lugar e elas souberam que o fogo sagrado havia sido descoberto, 
provavelmente associaram as duas coisas e ficaram por l esperando que ele aparecesse...
        - E como elas acharam a entrada pelo bueiro?
        - Voc j estudou monitoramento de energia mgica?
        - Ainda no, mas pouco antes de encontrar vocs, Lupin havia mandado uma carta 
dizendo que havia monitorado a energia de vocs...
        - Exatamente, existem alguns aparelhos, de maior e menor alcance, que permitem 
saber se um bruxo est usando sua energia.... elas deviam estar com um aparelho destes, 
monitorando a energia de Atlantis. 
        - E porque ento Lupin no encontrou vocs?
        - Estvamos tomando algumas precaues para no emitir uma energia muito 
poderosa, calculamos que talvez algum pudesse nos monitorar e estragar os planos, mas a 
partir do momento que vocs entraram na passagem da fenda, Atlantis no podia se dar ao 
luxo de economizar energia, podia ser questo de vida ou morte.
        Neste instante uma cabea morena apareceu  porta. Harry deu um pulo na cama. 
Beth Fall, a me de Bianca entrou gingando no quarto, com um sorriso de gato de Alice 
no rosto. Veio at a cama e disse:
        - Bom dia meu querido, como vai? - mantinha o mesmo sorriso, extremamente 
incmodo para Harry - Ol Sirius... Como vai Sheeba? E voc, os lobos no pegaram 
nenhuma parte importante, no?
        - H? Oh, tudo bem - Sirius tambm estava extremamente sem graa - estou inteiro, 
obrigado pela preocupao.
        - Harry, meu querido, Bianca mandou esta cartinha para voc... ela foi passar o fim 
de semana no Japo com o pai e ficou extremamente preocupada contigo... - entregou um 
envelope rosado a Harry, que engoliu em seco e pensou: Ser que Beth Fall j est se 
considerando minha sogra?. Ele sorriu sem graa e ela disse:
        - Eu j vou, querido, preciso voltar  Esccia no metr das seis... Tchauzinho.
        - No vai abrir? - Sirius tinha o mesmo olhar divertido de quando haviam falado 
sobre o que acontecera com ele e Willy.
        - D para voc olhar para o outro lado e tirar este sorriso do rosto, Sirius?
        - Claro, Don Juan, v em frente...
        Harry abriu a carta:
        Harry,
        Voc  muito legal, e quero continuar sendo sua amiga, mas acho que no devemos 
nos prender e continuar conhecendo outras pessoas... somos muito jovens para namorar, 
no acha?
        Estou terminando o semestre e vou para o Japo passar as frias com meu pai, 
depois talvez eu v passar uns tempos em New York com tia Liza.... se quiser me encontrar 
para tomarmos um sorvete ou coisa parecida, mande uma coruja, e a gente marca...
        Um Beijinho,
        Bianca
        Harry abriu um sorriso aliviado e disse a Sirius:
        - Acho que ela est me dando o fora!
        - E voc diz isso com essa cara? - Sirius ria - Nunca vi um adolescente que lidasse 
to bem com rejeio!
        - Ora Sirius, por favor, me deixe....
        Depois de alguns minutos aturando as gozaes do padrinho, Harry viu aliviado que 
Sheeba, Atlantis, Willy, Hermione e Rony chegavam do julgamento de Atlantis. Sheeba 
vinha com uma imensa panela de sopa, que depositou no colo de Sirius
        - Fiz para voc. Coma.
        - Sheeba, eu acabei de comer aquela outra enorme panela que voc trouxe ainda h 
pouco... voc quer me deixar gordo feito um porco.
        - No discuta, voc precisa se recuperar - enquanto Sirius e Sheeba discutiam a 
respeito da sopa, Harry perguntou:
        - E ento? Como foi o julgamento?
        - Foi emocionante cara, Dumbledore defendeu Atlantis e eu testemunhei - Rony 
comeou - Voc devia estar l para ver como foi legal e... - Rony olhou para Willy e 
Hermione que o olhavam com um intenso olhar de censura e completou - Na verdade foi 
chato como o julgamento de Sirius...
        - O pior  que ningum vai ficar sabendo o que ns fizemos - disse Willy, indignada 
- O ministrio pediu sigilo! O ministrio da magia est ficando medroso como um bando de 
galinhas velhas!
        - Willy - disse Rony contrariado - Meu pai trabalha l...
        - Eu sei, mas seu pai parece legal, estou falando dos outros...
        - Ah, com isso eu concordo.
        - Eu imaginei que isso fosse acontecer - disse Atlntis - ao longo dos sculos o fogo 
sagrado vem sendo tratado com medo... mas o que vocs fizeram l vai ficar na lembrana 
daquela caverna para sempre... se daqui h mil anos a energia do fogo for ameaada 
novamente, o que vocs fizeram agora ir ajudar os que a recuperaro ento.
        - Como Roderic Griffndor nos ajudou.
        - Exatamente.

        Quando voltaram para Hogwarts, era o dia da final do Quadribol. Estavam na 
torcida e Willy perguntou para Harry:
        - Para quem voc est torcendo?
        - LufaLufa.
        - No  para Corvinal, Harry?
        - No, eu me sinto meio comprometido com a LufaLufa, s isso...
        - Mas e a Cho, voc no gosta dela ?- falou isso alto demais.
        - Shhh! Cala a boca, Willy! Quem te contou isso? Eu gostei dela at o ano passado, 
agora s acho ela legal. - Harry virou para frente envergonhado e no pde ver a cara feliz 
que Willy fazia.
        E a LufaLufa ganhou, realmente, depois de um jogo emocionante. Mas fora  apenas 
por sorte que Julius St Johnson capturou o pomo primeiro.  Cho havia recuperado a alegria 
de jogar, parecia de novo a menina alegre e vivaz que Harry j enfrentara, voando como 
uma flecha.  Mas acho que Willy ainda  melhor que ela - pensou Harry. 
        Logo depois do Jogo, Dumbledore os encontrou e chamou-os.
        - Eu soube da bravura de vocs. O que vocs fizeram pelo mundo da magia, 
simplesmente no pode ser pago, mas eu quero dar uma recompensa aos quatro. Tem 
alguma sugesto de algo que os faria feliz, Willy?

        - De onde voc tirou essa idia maluca de Ritual do Sorvete, Willy? - perguntou 
Hermione.
        Os quatro estavam sentados numa mesa pequena e redonda, em volta da maior taa 
de sorvete que Harry j vira na vida, com sorvetes de pelo menos todos os sabores que 
Harry j experimentara. Cada um tinha uma colher na mo e de vez em quando, Willy e 
Rony paravam de comer para simular um duelo usando as colheres como varinha.
        - Kakaka! Ora essa, Hermione, ns no bebemos fogo? Achei que valeria a pena 
compensar isso enchendo um pouco a cara de sorvete... se quiser abandonar o ritual... fique 
a vontade, sobra mais pra gente, kakaka
        - Abandonar? Voc est maluca? Eu nunca tomei um sorvete to gostoso. 
        - Nisso, ns concordamos - Willy disse isso e deu um sorriso largo, generoso. Harry 
sacudiu a cabea, no ficava bem ficar olhando para ela com aquela cara de bobo.

        Dois dias depois, uma semana antes do comeo dos exames finais, Willy estava 
dirigindo-se  mesa da Sonserina quando ouviu uma voz arrastada e montona atrs dela:
        - Eu recuperei meu lugar no time... tambm, ningum esperava que por sua causa 
ns perdssemos to feio... 
        - Ai ai, disse Willy - o velho Drag Malfoy, fazendo tudo para atirar todos   sua 
volta no fundo do poo, com sua presena agradvel como a de uma aranha gigante... 
        - Ainda bem que eu no te emprestei minha vassoura.
        - Nem eu queria...
        - No deviam ter confiado o time  uma apanhadora que usa uma vassoura velha.
        - OK, Draco, voc venceu. Vamos sair no brao - Draco deu um passo atrs e 
alinhou-se a Crabble e Goyle.
        - Draco, voc bebeu gua da privada? Eu no quero bater em voc... eu quero te 
ganhar no quadribol. Pode pegar sua vassoura, eu te espero l no campo em meia hora.
        A notcia da disputa espalhou-se como fogo num campo de centeio. Em meia hora o 
grande salo estava vazio e a escola inteira estava no campo de Quadribol, para desespero 
dos chefes das casas e monitores que INSISTIAM que os alunos fossem almoar. Draco 
estava parado com sua Nimbus 2001 na mo, quando Willy apareceu, como de hbito 
arrastando Sieglinda atrs dela . Ela falou qualquer coisa com Snape, que deu a ela o pomo 
de ouro automtico que ele usava nos treinos. Ela levou-o at Draco e disse: 
        - Examine-o, Malfoy, o professor Snape me emprestou - ele examinou o pomo e 
disse:
        - Parece bem. 
        - Ento, Cho, venha c, - Cho desceu da arquibancada e foi at onde eles estavam -  
voc  neutra, certo? Voc solta o pomo e d uma vantagem, depois d a partida, ok?
        - Ok.
        Cho soltou o pomo, que disparou para o cu, sumindo, e deu a partida, Draco e 
Willy saram nas vassouras, Draco na frente. Willy foi alcanando-o e em pouco tempo 
estava mais alto e mais veloz, ela disparou em direo ao cu e ele foi atrs, achando que 
ela tinha visto o pomo. Ento, ela parou no ar, deu um looping com a vassoura e virou-se 
direto para o cho. Antes que Draco entendesse o que havia acontecido, ela estava como o 
pomo preso na mo. O campo irrompeu em aplausos, e ela ainda jogou um beijinho cnico 
para ele.
        - Willy, eu queria saber uma coisa - perguntou Harry - o que voc fala para o Snape 
que ele sempre acaba fazendo o que voc quer?
        - Isso  fcil,  s prometer que na prxima aula eu vou ficar quietinha...Eu percebi 
que Snape no costuma punir os alunos da Sonserina e digamos que eu s vezes me 
aproveito um pouco disso....


CAPITULO 19 - ALGUMAS SUPRESINHAS NO FIM DO SEMESTRE...

        Na semana dos exames, Sheeba e Sirius apareceram na escola para visitar Harry. 
Ele correu para os padrinhos e Sheeba disse:
        - Voltamos para Hogsmeade! Vamos morar aqui agora.
        - Que timo! - Harry falou - ser que eu vou poder passar pelo menos parte das 
frias com vocs?
        - Claro! Mas voc sabe o combinado: pelo menos um ms na casa dos trouxas.
        - Eu sei...- disse Harry, desanimado.
        - E no  apenas isso! No fim do semestre vamos dar uma festa!
        - Uma festa? Mas e a festa da escola?
        - Vamos fazer nossa festa um dia antes da festa da escola. Convide seus amigos...
        - Pois , Harry, Sheeba quer muito dar essa festa para poder apresent-lo para todos 
os amigos esquisitos dela...
        - Meus amigos no so esquisitos Sirius!
        - , eu sei...
        - No faa essa cara.
        A histria da festa entusiasmou Harry, que  convidou todos os amigos da Grifinria 
mais alguns professores (queria deixar Snape de fora, mas ele era amigo de Sheeba). O time 
de quadribol j havia feito as pazes com ele, haviam se arrependido da forma como o 
haviam  tratado, pois, quando acharam que ele estava seqestrado pensaram que se ele 
desaparecesse o time ficaria sem apanhador e isso seria terrvel, o que foi confessado na 
maior desfaatez por Fred e Jorge. Surpreendentemente eles queriam que Neville 
continuasse no gol, e ele prometeu que treinaria bastante vo para perder o medo. A 
professora Minerva, depois de uma conversa com Sheeba resolveu devolver a veste a 
Harry, deixando bem claro que verificaria pessoalmente se no seria novamente utilizada 
de forma irregular. 
        Harry foi surpreendentemente bem nos exames para quem tinha perdido tantas aulas 
no semestre e ao comentar isso com Rony, ele respondeu:
        - O que voc queria? Tivemos muitas aulas prticas!
        Quando chegou o dia da festa, Harry estava se arrumando quando se viu 
perguntando-se em frente ao espelho se estava bem.... reparou que havia nascido uma 
espinha no queixo com grande descontentamento, e apontou a varinha para ela com 
cuidado, fazendo um feiticinho que Hermione ensinara-lhe para sumir espinhas. 
        - Acho que est bem melhor - Harry surpreendeu-se ao ouvir a prpria voz... no 
meio da frase percebera uma diferena de tom: sua voz estava comeando a engrossar. 
Rony bateu no seu ombro:
        - No se preocupe, grande garanho, voc est lindo...
        - E sexy! - disse Jorge que enfiara a cabea pela porta do quarto.
        - E irresistvel, um autntico gal, tirando,  claro, estes culos hor-ro-ro-sos! - 
completou Fred, cuja cabea apareceu abaixo da de Jorge
        - Parem com isso seus doentes - Harry disse, curtindo um pouquinho o tom mais 
grave que a voz adquirira.
        Ao descerem para a sala comunal, Hermione estava l, com os cabelos alisados por 
um feitio e muito bonita em uma veste de seda azul petrleo. Rony olhou-a com os olhos 
arregalados e ficou mudo. Ela apenas sorriu. Willy os esperava l embaixo, e no estava 
menos bonita que Hermione, usando vestes cor de vinho, o cabelo num belo penteado 
arrematado por um prendedor em forma de borboleta atrs da cabea. Harry sentiu um 
arrepio quando ela sorriu para ele.
        A casa de Sheeba em Hogsmeade estava toda iluminada e com um aspecto 
diferente, havia um grande portal e uma varanda. Surgira do nada um terrao e tambm um 
jardim, onde bruxos e bruxas de todos os tipos conversavam ou danavam. Uma pequena 
orquestra de fantasmas em smokings brancos tocava num pequeno palco, e Harry ficou 
ouvindo.
        - Eles no so timos? - perguntou a voz de Sirius atrs dele -  a orquestra do 
Titanic, deu muito trabalho traz-los.
        - Ol Sirius! A festa est muito legal, onde est Sheeba?
        - Ali - ele disse fazendo uma cara contrariada - Sheeba estava no centro de um 
grupo de bruxas, que conversavam e riam muito, duas ele j conhecia: Beth Fall e Liza 
LionHeart, mas havia mais uma, muito alta e com aparncia de vampira.
        - Aquela  Alexandra Wolf - disse Sirius - eu no gosto muito dela, dizem que ela 
na verdade  um devoradora de homens, mas nada ficou comprovado at hoje. - Houve um 
claro e uma figura encasacada surgiu no meio do salo. Parecia um esquim, s dava para 
ver seus olhos sob o capuz. Ela tirou o casaco e Harry pde ver uma bruxa magrrima de 
cabelos negros curtinhos surgir debaixo do casaco.
        - Hannah Summer! Atrasada como sempre! - disse Sheeba.
        - Calma mulher, - disse a bruxa - voc pensa que  fcil desaparatar do Tibete, ? 
        Harry virou-se e pde ver o professor Lupin chegar com uma bruxa que lhe parecia 
familiar, vestida de cor de cereja... era Silvia Spring. Ela emagrecera muito depois que 
Harry a conhecera. Um bruxo alto e de rosto anguloso veio na direo dele e disse, numa 
voz profunda:
        - Harry Potter, muito prazer, - Harry apertou-lhe a mo - Alex Zandor, o mago 
ninja... sua madrinha sempre falou muito de voc... - e saiu como que deslizando para 
juntar-se a um grupo de bruxos que conversavam.
        - Esse cara  o marido de Liza LionHeart. Ele costuma ser legal e luta muito bem - 
Sirius explicou. - Est vendo aquele sujeito l conversando com Dumbledore - Harry viu 
um bruxo careca, ele se balanava ritmadamente para os lados, e Dumbledore, talvez por 
educao, fazia o mesmo. - Aquele  Mario Murad, o grande monitorador de energia 
mgica, ele balana desse jeito porque est sempre sentindo o ritmo da energia mgica da 
terra.
        - Sirius, quem  aquele - Harry perguntou mostrando um fantasma magro e 
tristonho, conversando num ar depressivo com a Murta Que Geme. Era decididamente 
esquisito e usava uma estranha camisa verde, branca e gren.
        - Aquele - disse Sirius aborrecido -  o tal do Sobrenatural de Almeida.
        Harry notou que se perdera de Rony, Hermione e Willy e foi andando em direo ao 
jardim, mas esbarrou num bruxo grandalho empertigado, que discutia algo com um bruxo 
mais baixo, igualmente corpulento.
        - Meu jovem, muito prazer. Camorim De Loyola - disse apertando a mo de Harry - 
pode nos ajudar a solucionar uma dvida? Este  o senhor Daniel Dubois e eu estou h 
meia hora tentando explicar-lhe que a curvatura da Terra no influencia um feitio 
conjurado no equador, concorda jovem? - Harry olhou-o incrdulo, mas o outro bruxo o 
interrompeu.
        - Camorim, no foi isso que voc disse h meia hora atrs! - Harry deixou os bruxos 
conversando e foi andando pelo jardim, procurando seus amigos, quando ouviu uma voz 
atrs dele
        - Ol Harry. Voc viu Her-my-owny? - Harry voltou-se e viu Victor Krum na sua 
frente. Opa! Rony no vai gostar disso pensou.
        - Bem, eu estou procurando-a, se achar te aviso. - Desviou-se dele e viu Willy, 
Hermione e Rony conversando em grupo, chegou a eles e puxou Rony para um canto: 
        - Voc tem que fazer alguma coisa AGORA, Rony. Quer que o blgaro te atrapalhe 
de novo??
        - E se ela me der o fora?
        - Bianca me deu o fora outro dia, na hora  chato, mas depois no di nada. Agora 
FAA ALGUMA COISA!
        Rony puxou Hermione para danar, o que o deixou sozinho com Willy... ele falara 
para Rony fazer alguma coisa, e agora no sabia o que fazer.  Ficou olhando de longe Rony 
e Hermione danando, ao som da orquestra do Titanic, viu que ele falava alguma coisa no 
ouvido dela, e pde perceber, que ficavam ambos muito vermelhos. De repente, eles 
pararam de danar e ficaram se olhando. Harry sorriu satisfeito quando viu que os dois 
finalmente se beijaram, e sem querer virou-se para Willy, que o encarava, rindo.
        - Kakaka! Acho que devemos encomendar uns fogos... - Harry parou um instante 
para perceber como ela estava linda. - Harry, porque voc est me olhando com essa cara 
de bobo?
        - H?! Nada no? Quer danar?
        - T maluco? Harry, eu sou pssima danarina.
        - , eu tambm... - De novo ficaram calados, e Harry se lembrou da noite em que 
haviam se beijado na janela... duas cabecinhas se olhando no escuro. 
        - Harry? Voc t bem? Quer me dizer alguma coisa? 
        - H?! Willy, o que voc vai fazer nas frias?
        - Vou ficar com meu pai. Acho que finalmente vou ter umas frias que prestem... 
minhas tias davam festas horrveis e me vestiam como uma dbil mental...
        - Ah, t...
        - Por qu?
        - Nada no. Esquece - E foi assim que Harry perdeu a oportunidade de comear a 
namorar Willy naquela festa. 
        Mais tarde, enquanto observava Willy fazendo um nmero de patinao para os 
convidados (ela trocara sua veste por uma malha listrada em diversas cores, e patinava pelo 
teto, de cabea para baixo), ele ficou refletindo porque afinal com Bianca tudo havia sido 
to mais fcil, como conseguira chegar a seguir o primeiro impulso... Olhando o pobre 
Victor Krum sendo agarrado pela implacvel Alexandra Wolf, pensou que afinal de contas, 
como Sirius dissera, ele s tinha quinze anos. Podia parecer (e parecia mesmo) o fim do 
mundo agora, mas mais tarde ele ia se sentir melhor.
        No final da festa, Sirius e Sheeba comunicaram que estavam se mudando 
definitivamente para Hogsmeade para assumirem como professores em Hogwarts, o que fez 
Harry dar um pulo. Sirius disse que haviam cansado da vida perigosa que haviam levado, e 
queriam sossegar um pouco:
        - Isso, claro - completou Sirius - se nosso afilhado deixar. - todos olharam para ele. 
Sem querer, ele era novamente o centro das atenes.

        Depois desta festa de arromba, pela primeira vez na vida a festa de encerramento de 
Hogwarts lhe parecia montona e sem graa. LufaLufa ganhara o campeonato das casas, 
merecidamente. Fred e Jorge comentaram:
        -  a primeira vez que perdemos o campeonato de casas depois que voc entrou para 
escola Harry.
        - Eu no me importo. Ganhar sempre acaba ficando chato.
        Na volta para casa, Rony e Hermione tentavam anim-lo quando Willy apareceu no 
vago:
        - Oi, gente. - todos responderam e ela olhou para Harry  - Sirius e Sheeba me 
convidaram para passar o fim das frias com eles, eles disseram que chamaram vocs... 
vocs vo?
        Harry deu um salto. No sabia disso, e era timo.
        - Vamos, vamos. Voc vai?
        - Acho que eu vou, vai depender do meu pai. Ento nos vemos no vero, tchau - 
disse e saiu.        
        Harry desceu na estao bem mais animado, para constatar que alm de Tio Walter, 
tambm Duda o estava esperando, gordo e suado como sempre. Ao entrarem no carro, ele 
disse:
        - Meu pai me deu uma bicicleta nova e um computador com internet... aposto que 
tive um ano na escola muito melhor que voc...
        - Eu no apostaria isso, se fosse voc.

        
fim

Eu sei que eu prometi que contava depois sobre o gelo de confuso... mas no deu tempo,
quem sabe depois das frias???
